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sábado, 19 de outubro de 2013

Biografia de H. P. Lovecraft

Howard Phillips Lovecraft nasceu em Providence, Rhode Island, em 20 de Agosto de 1890. Ele foi um escritor norte-americano celebrizado por obras de fantasia e terror, marcadamente gótico, sempre permeados por ficção científica.
Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens diretamente aos primeiros colonizadores americanos. Quando H. P. tinhas três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso, deixando-o para ser criado pela mãe, por duas tias, e por seu avô paterno.
Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico. Também fora uma criança constantemente doente, segundo consta, ele sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente.
O seu avô morreu em 1904, o que levou a família a um estado de pobreza, devido à incapacidade das filhas de gerirem os seus bens. Foram obrigados a mudar-se para acomodações muito menores e insalubres, o que prejudicou ainda mais a já débil saúde de Lovecraft. Em 1908, ele sofreu um colapso nervoso, acontecimento que o impediu de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, consequentemente, complicou sua entrada numa universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto dos seus dias.
Nos seus dias de juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917, publicando em 1923 seu primeiro trabalho, dois anos após a morte da mãe.
Durante o período em que trabalhou como, conheceu a judia ucraniana Sonia Greene, com quem viria ter um breve matrimônio, sendo o período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward - seu único romance -, foram escritas nessa época.
Sua vida é marcada por uma certa lugubridade, com os anos, enquanto o cancro no intestino (a doença que o mataria) progredia, ele foi abalado pelas mortes de suas tias e o suicídio  de seu amigo Robert E. Howard. No final, Lovecraft suportou dores sempre crescentes, até que em 10 de Março de 1937 se viu obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown, onde morreria cinco dias depois, aos 46 anos de idade.
O princípio orientador literário de Lovecraft era o que ele chamava de  "terror cósmico", a ideia de que a vida é incompreensível à mente humana e que o universo é fundamentalmente alienígena. Lovecraft desenvolveu um culto baseado em Cthulhu Mythos, uma série de ficção vagamente interligada com um panteão de entidades anti-humanas, assim como o Necronomicon, um Grimório fictício de ritos mágicos e sabedoria proibida.
Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos; talvez por isso, durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, que só cresceu com o tempo, marcando-o como um dos escritores de terror mais influentes do século XX.

sábado, 7 de setembro de 2013

O Caso de Charles Dexter Ward - H. P. Lovecraft

Desde que comecei a ler Lovecraft minha curiosidade por esse único romance escrito pelo autor só vem aumentando. Depois de finalmente ler, fico um pouco desapontado...
O livro descreve a história como uma análise do caso clínico de psicopatologia do jovem Charles Dexter Ward. Assim, a narrativa é fria, formada por teorias, cartas, depoimentos de pessoas envolvidas no caso.
Charle é um jovem apreciador da arqueologia que descobre, por acaso, a lápide de Joseph Curwen, seu tetravô, um antepassado desconhecido e personagem rodeado de boatos históricos intrigantes, o que desperta a curiosidade de Ward, que passa, então, a buscar toda informação a seu respeito.
Curwen era considerado bruxo pelo povo da época, devido ao seu comportamento excêntrico e por praticar atividades um tanto esquisitas. Os boatos começaram por causa dos sons de agonia vindos de sua casa, e levam a suspeitas de vampirismo e canibalismo.
Durante sua pesquisa Charles se envolve tão profundamente ao ponto de transformar-se fisicamente, mudar sua personalidade e suas ações. Neste ponto, seu pai contrata o Dr. Willet para descobrir porque o filho mudou tanto e se pode declarar o rapaz como louco. O Dr. Willet passa a seguir, então, os passos de Charles, e receoso de dar um parecer errado, tenta ligar todos os fatos até chegar a um final chocante.
Percebi algumas semelhanças com A Hora das Bruxas, de Anne Rice, principalmente, na descrição do sombrio tetraravô de Charles.

sábado, 15 de dezembro de 2012

A Cor que Caiu do Espaço - H. P. Lovecraft

O livro é curtinho, traz apenas o conto A Cor que Caiu do Espaço e três apêndices: “Notas sobre uma não entidade”, o mais longo relato autobiográfico escrito pelo autor; “A confissão de um cético”, breve ensaio em que o autor traça a evolução dos próprios interesses religiosos, científicos e filosóficos ao longo da vida; e “Notas sobre ficção interplanetária”, artigo em que ele defende as possibilidades artísticas da ficção científica e ataca os clichês deste gênero.
O conto, publicado em 1927, e que marcou o primeiro passo decisivo de Lovecraft em direção ao horror cósmico inspirado pela ficção científica, é considerado por muitos críticos e estudiosos de sua obra simplesmente como o melhor de todos, opinião compartilhada pelo próprio autor. Eu não posso discordar, é mesmo excelente, intrigante e potencialmente assustador.
Na história, um vilarejo a oeste de Arkham vê-se ameaçado quando um meteoro cai na propriedade de um fazendeiro local e traz consigo uma estranha aberração cromática que afeta a flora e a fauna da região, criando o cinzento e estéril “descampado maldito” onde nada cresce.

sábado, 27 de outubro de 2012

O Chamado de Cthulhu - H. P. Lovecraft

Em minha busca por uma literatura de horror que realmente me deixe com medo eu alcancei O Chamado de Cthulhu, meu segundo livro do H. P. Lovecraft.
Neste volume encontrei alguns bons contos, como Ar Frio, que fala de metafísica e alquimia; e até alguns com potencial de assustar, como O Modelo de Pickman (que eu li no silêncio das 3 da madrugada), que traz criaturas sobrenaturais que "atormentam" um artista e servem de inspiração para sua arte pouco ortodoxa.
E é claro O Chamado de Cthulhu, que inicia os mito de Cthulhu, mas como disse Lovecraft, os seres humanos nunca poderão entender totalmente Cthulhu, pois sua existência vai além da compreensão mortal.
O conto diz que Cthulhu havia dominado a Terra uma vez e que, um dia, ele o faria de novo. Ele teria ficado preso em uma cidade de pedra, chamada R’lyeh, no fundo do oceano, mas que um terremoto trouxe parte da cidade de volta à superfície, e consequentemente apareceu também o culto a Cthulhu.
Não se preocupem em tentar pronunciar o nome, pois, segundo o autor, qualquer tentativa do homem de pronunciar Cthulhu seria, na melhor das hipóteses, uma aproximação.