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sábado, 30 de abril de 2016

O Buraco da Agulha - Ken Follett

Prossigo em minha tarefa de ler os livros de Ken Follett no estilo thriller de espionagem e de guerra. Entretanto, este romance, seu livro de estreia, também cai no estilo de ficção histórica, em que o autor se sai tão bem.
Nesse livro seguimos as atividade de um espião nazista, o Agulha, na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Com ele aprendemos um pouco sobre seu treinamento, suas ações e reforçamos aquele lugar comum sobre a violência e a desumanidade dos oficiais de Hitler.
Em contrapartida, acompanhamos também o correspondente britânico para o Agulha, um jovem civil, historiador de carreira, às voltas com um estudo sobre os Plantagenetas na Idade Média, que é convidado por seu tio a integrar o MI6 (agência de espionagem e contraespionagem britânica — a mesma da qual fazia parte James Bond) e ajudar na caçada aos espiões de guerra.
Assim, alternando entre esses dois personagens e seus respectivos comandos, assistimos algumas das atividades desse período tão famoso e tão sangrento.
Embora seja sua primeira publicação, Follett demonstra nesse livro mais capacidade que em alguns que o sucederam (como o que eu descrevi no começo do mês, Na Toca do Leão).

O livro também foi adaptado para o cinema, com o mesmo nome.

sábado, 2 de abril de 2016

Na Toca do Leão - Ken Follett

Ao contrário da maioria dos fãs, eu não comecei a ler Ken Follett por seus famosos thrillers de guerra e de espionagem, alicerce de sua fortuna e de seu sucesso literário pelo mundo. Invés disso, eu comecei por seus romances históricos, logo do lançamento de Queda de Gigantes, primeiro livro da trilogia O Século (concluída em 2014). Logo nos primeiros capítulos (de Queda de Gigantes), percebi que dedicaria algum tempo de minhas leituras com o autor. 
Assim, acompanhei as publicações dos livros da trilogia e li seu primeiro sucesso no gênero, Os Pilares da Terra, um de meus livros preferidos.
Já ha muito tempo tenho reservado para leitura cinco de seus thrillers iniciais, e a partir de agora, pretendo lê-los e comentá-los aqui.
A julgar por esse primeiro, também não pretendo comprar mais nenhum dos livros desse estilo, me concentrando apenas nos livros de ficção histórica do autor, de muito mais qualidade.
Na Toca do Leão é um livro que se situa geograficamente no Afeganistão (antes dos populares livros do Khaled Hosseini), temporalmente no período da Guerra Fria (revisitada pelo autor em Eternidade por um Fio) e mistura os ingredientes comuns de um romance de mistério: intrigas, ação, suspense e romance. Entretanto o resultado não agrada. Não prende o leitor.
A trama básica gira entorno de um triângulo amoroso entre Ellis, um agente secreto da CIA (americano), Jane, uma mulher francesa, e Jean-Pierre, um médico bonitão que esconde ser um agente da KGB (soviético).

sábado, 20 de abril de 2013

O Dossiê Odessa - Frederick Forsith

Uma trama envolvendo nazistas da Alemanha do pós-guerra.
A história se passa em Hamburgo de 1963. Peter Miller, um repórter, ao descobrir que Solomon Tauber, um velho judeu, cometera suicídio, e pouco tempo depois receber vários manuscritos de Tauber, encontrados ao lado do seu corpo. Nesses documentos Tauber relatou como todos os amigos tinham sido mortos e os assassinos permaneciam livres.
Tauber narra que quando foi para Riga, um campo de concentração, e como conheceu Eduard Roschmann, um capitão da SS conhecido como "O Açougueiro de Riga", por sua “filosofia”, que os judeus valiam mais mortos que vivos. Entre 1941 e o fim da guerra mais de 200 mil judeus alemães teriam sido levados para Riga, mas apenas 400 saíram de lá com vida.
E mais, em 1944, após se desentender com outro capitão nazista, Roschmann o baleou pelas costas.
Depois de ler o relato Miller começa a procurar pistas de Roschmann, e sem imaginar se defrontaria com Odessa, uma sociedade secreta que aceitava e protegia os ex-oficiais das SS. Entre os quais, Roschmann, vivenciou com outra identidade.
Para Miller esta cruzada para pegar um criminoso de guerra acabaria se tornando uma luta pessoal.
É um livro muito bom, que trabalha a história de um jeito interessante.

sábado, 28 de julho de 2012

O Dia do Chacal - Frederick Forsith

Forsyth teve a ideia de escrever um livro em que poria à prova os métodos de investigação de sua atividade como repórter, como tema as tentativas da extrema direita francesa de assassinar o General Charles De Gaulle, presenciadas pelo autor, na Paris de 1962.
Essa atitude fora despertada pelo próprio de Gaulle, ao descolonizar a Argélia, provocando descontentamento popular e de oficiais do exército francês. Uma organização clandestina, a Organização do Exército Secreto (OES), contrata um assassino profissional, o Chacal, que começa por planejar a morte do presidente. O estopim para tal decisão fora o fuzilamento do Tenente-Coronel Jean-Marie Bastien-Thiry, último tentar de assassinar o presidente.
O ponto negativo do livro é que o autor faz questão de descrever minuciosamente todos os fatos e ações relacionados a cada personagem. E assim é a narração de todo o preparo para o crime.
Ao mesmo tempo, também “assistimos” ao comissário da polícia francesa tentando capturar Chacal antes que este consume seu atentado. E ainda há o envolvimento da Scotland Yard.
Apesar de ser um pouco prolixo, o livro é bom, faz um bom panorama histórico e tem uma boa base investigativa.

sábado, 3 de março de 2012

O Século: Queda de Gigantes - Ken Follett

Mais de 900 páginas de uma leitura inabandonável.
Cinco famílias, uma inglesa, uma galesa, uma russa, uma americana e uma alemã; cinco destinos marcados por um período dramático da história. A narrativa começa no despertar do século XX, quando as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos.
Follett constrói sua trama entrelaçando, de modo inimaginável, as vidas de personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, o presidente Woodrow Wilson, o parlamentar Winston Churchill e os revolucionários Lênin e Trótski. O resultado é uma envolvente lição de história, contada da perspectiva das pessoas comuns, que lutaram nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, ajudaram a fazer a Revolução Russa e tornaram real o sonho do sufrágio feminino.
Ao descrever a saga de famílias de diferentes origens, o autor apresenta os fatos sob os mais diversos pontos de vista. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta.
Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha.
Numa narrativa cheia de paixão, aventuras e suspense, Follett cria personagens inesquecíveis que ajudam a compreender a história.
O segundo volume da trilogia, que está previsto para 2012, contará a trajetória de outras gerações das mesmas família e terá como plano de fundo a queda da bolsa de Nova York, em 1929 e a Segunda Guerra Mundial. O terceiro tem previsão para 2014 e tratará da Guerra Fria.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Thrillers

Vou postar algumas resenhas de livros que vou classificar (na falta de um termo melhor) como thriller, a palavra inglesa para suspense, embora não sejam, na verdade, suspenses.
Na verdade o gênero de thriller é dividido em tipos diferentes, como thriller de conspiração, thriller psicológico, thriller criminal, thriller histórico, thriller médico, thriller de espionagem, etc.
Nas postagens marcadas como thriller, reunirei todos estes estilos, com ênfase nos romances históricos, investigativos ou de espionagem.

Confira os romances Febre, Coma, Cérebro e Queda de Gigantes, todos thrillers.

sábado, 17 de setembro de 2011

Cérebro - Robin Cook

Carregado com todas as características típicas do autor, Cérebro narra a história de uma jovem, que ao chegar ao Centro Médico da Universidade Hobson e desaparece ao tentar buscar seus registros médicos. No mesmo momento uma outra moça morre na mesa de operações e o seu cérebro desaparece misteriosamente.
Além disso, verifica-se uma anormal ocorrência de casos de doentes, do sexo feminino, afetadas por estranhos problemas mentais e apresentando um comportamento sexual chocante.
O assistente-chefe, Martin Philips, e a médica-residente, Denise Sanger, amantes e colegas, estão alarmados, pois suspeitam que algo de terrível se passa no centro de pesquisas. Decidem então tentar descobrir o que está na origem de todas aquelas situações estranhas e preocupantes, mas percebem que puseram em risco não só as suas carreiras, mas também as próprias vidas e a investigação transforma-se em perseguição e conspiração o que os leva a penetrar nos segredos mais íntimos e aterradores de um mundo médico enlouquecido com o seu poder tecnológico e disposto a tudo para aumentá-lo (tipicamente cookiano^^).
O livro todo em um estilo acelerado que conquista o leitor, traçando o a boa ficção médica; mas o final foi um pouco decepcionante, talvez bizarro de mais.

Outros títulos do autor:
Febre;
Coma.

sábado, 20 de agosto de 2011

Febre - Robin Cook

O primeiro livro de Robin Cook que eu li, pegando emprestado na empoeirada biblioteca de meu avô, conta a história de uma família que vive feliz em uma cidadezinha pacata no interior dos Estados Unidos, chamada Shaftesbury. Um ex-médico que agora dedica sua vida à pesquisas do câncer, se mora com seus dois filhos Chuck e Jean Paul, sua filha Michelle e ainda sua nova esposa Cathryn.
Eles vivem próximos ao rio Potomac, que cruza toda a cidade, onde é interrompido por diversas fábricas, entre as quais uma instituição química chamada Recycle Ltd., fábrica de reciclagem de borracha, plástico e vinil.
Charles (o pai) tem feito muito progresso em suas pesquisas com o câncer. Ele busca descobrir uma forma de fazer o sistema imunológico ser forte o bastante para conseguir destruir as células cancerígenas e sente que está prestes a descobrir algo grande.
Sua filha Michelle tem apresentado febre nas últimas semanas e o que parecia apenas um resfriado, escondia algo que traria o terror para a vida de Charles e sua família.
Levada ao pediatra, descobre-se que Michelle tem leucemia mieloblástica, o tipo mais agressivo da doença, com casos fatais em 99% dos casos.
Ao descobrir que a Recycle Ltd. despeja benzeno no rio Potomac, e que esse fato pode ter relação com a doença da filha, o pai se envolve em acontecimentos que vão desde a procura de um órgão que possa fechar a Recycle Ltd., até o rapto de Michelle do hospital para sua casa, onde continua suas pesquisas com os aparelhos roubados de seu antigo emprego, usando o próprio corpo como cobaia.
Emocionante e envolvente, este livro é de arrepiar!

Outros títulos do autor:
Cérebro;
Coma.

sábado, 16 de julho de 2011

Coma - Robin Cook

Suspense médico, um tema que tem tudo para ser maçante é transformado em um texto fascinante pelas mãos do mestre do gênero.
O terceiro livro do Cook que eu li e o primeiro que comprei, um dos melhores investimentos possíveis, este livro relata as investigações de Susan Wheeler, bela estudante de medicina designada para o prestigioso Boston Memorial Hospital. Logo no primeiro dia do seu internato, Susan estranha o elevado número de pacientes que entram na sala de cirurgia para pequenos procedimentos e acabam em coma.
Todos os casos acontecem com pacientes jovens e saudáveis, que saem das cirurgias com o cérebros irremediavelmente comprometidos. Intrigada, Susan, faz pesquisas minunciosas nos relatórios do hospital e chega a uma conclusão alarmante: há uma trama criminosa entre os médicos envolvendo o comércio de órgãos para transplante.
Ao revelar sua intensão de desvendar o mistério, ela expõe sua vida a um grande perigo.
No decorrer da história passamos a conhecer Susan, e com isso começamos a compartilhar seus sentimentos.
A história se desenvolve em um ritmo descritivo (talvez até minuncioso), que pode deixar alguns leitores cansados; no meu caso, apesar de eu não gostar de excesso de descrições, esse fator serviu para tornar a narração mais palpável.
Vale ressaltar que a leitura pode ser dificultada por ser vastamente complexa em termos de especialidade médica.

Outros títulos do autor:
Febre;
Cérebro.