Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de agosto de 2016

Getúlio 1930-1945: do governo provisório à ditadura do Estado novo - Lira Neto

Disse uma vez o grande estadista: "O período ditatorial tem sido útil, permitindo a realização de certas medidas salvadoras, de difícil ou tardia execução dentro da órbita legal. A maior parte das reformas iniciadas e concluídas não poderia ser feita em um regime em que predominasse o interesse das conveniências políticas e das injunções partidárias".
E é essa a frase escolhida pelo autor como epígrafe para esse segundo volume da trilogia biográfica sobre Getúlio Vargas, livro dedicado ao período de quinze anos em que Getúlio exerceu poderes ditatoriais.
No livro anterior, Neto revela o caminho até o poder, em um golpe de estado, uma revolução que instaura o Governo Provisório, em que foram dissolvidas as câmaras legislativas e destituídos os governadores e prefeitos.
Nesses primeiros anos de Governo Provisório, Getúlio enfrentou muita crítica da oposição e da imprensa, teve de lidar com correligionários beligerantes e com as revoltas em seu estado natal, Rio Grande do Sul, e em São Paulo, terra de Washintgnon Luis, presidente deposto pelo golpe getulista.
Também nesse período, ele deu mostras de sua brutalidade no trato com a oposição e de seu populismo, que lhe garantia o apoio popular. Tem destaque nesses primeiros anos, a conquista voto feminino, garantida universalmente por Getúlio no Brasil antes de ocorrer em países "avançados", como a França.
Sua popularidade e sua força política lhe garantiram a eleição constitucional para presidente. Getúlio não poderia deixar de aproveitar o ensejo e, gradativamente, enrijecer e consolidar o regime que conduziria ao Estado Novo, uma ditadura violenta, mas que obteve altos índices em indicadores sócio-econômicos. Um paradoxo brasileiro.

sábado, 16 de abril de 2016

Biografia Erico Verissimo

Ceta vez, um amigo comentou comigo a lástima que era o fato de não termos em nossa literatura autores realmente bons. Na época, eu apenas, pensei em quantas vezes Machado de Assis havia se revirado no túmulo ao ouvir isso. Tivesse eu, já naquela época, lido Erico Verissimo, saberia como corrigi-lo prontamente, pois este é sem dúvida um dos melhores escritores do mundo.
Gaúcho de Cruz Alta, Erico nasce em 17 de dezembro de 1905 e viveu longos (pelo menos para a época) 70 anos, antes de falecer em 28 de novembro de 1975, tendo enriquecido o mundo com mais de vinte livro, fruto de suas imaginação inigualável, memória louvável e viagens apaixonantes.
Erico teve a sorte de nascer em uma família abastada, mas o azar de ver a fortuna da família sumir por entre os dedos. Mais tarde, com sua escrita, teve a chande de reconstruir o patrimônio.
Na infância estudou nos melhores colégios, mas sofria de enfermidades. Na adolescência, leu os clássicos brasileiros e, ainda jovem, mal saído da puberdade, começou a trabalhar como balconista em um armazém.
Antes mesmo de seu casar, com 22 anos, publicou-se pela primeira vez. Do primeiro conto, em uma revista mensal, para os seguinte n'O Globo, foi um pulo: estava reconhecido o talento para as letras daquele gaúcho convicto.
Durante sua vida, viu popularizarem-se as ideias da esquerda e amargou dois regimes totalitários, o Estado Novo de seu conterrâneo Getúlio Vargas e a Ditadura Militar, essa última ele não teve tempo de ver findar. Vivendo em um período tão turbulento e sendo um homem pensante de posse de uma caneta, muitas vezes foi acusado de subversivo e de comunista.
Não obstante as críticas que possam levantar a seus posicionamentos e até à sua estilística, é inegável a contribuição que ele deixou na literatura nacional.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Sobre a Escrita - Stephen King


Stephen King é um dos escritores que ocupam maior espaço em minhas estantes e nos meus pensamentes (e também na fatura do meu cartão de crédito). Muitas vezes ele é uma inspiração na minha escrita. Outras vezes, apenas me choca rudemente. De qualquer modo, boa parte dos fãs dedicam muito tempo tentando entender 1) como ele faz o que faz e 2) como (ou por que) ele escreve tanto sobre si mesmo, de tantas formas diferentes, em tantos livros todos esses anos.
A chegada de Sobre a Escrita no Brasil (com gritantes quinze anos de atraso!) ajuda a responder a essas questões e a abrir tantas outras.
Vale lembrar que disse ajuda porque ele também vem falando muito sobre si mesmo e seu processo de escrita nos próprios livro, em prefácios e posfácios, principalmente nos livros escritos quando sua carreira já estava mais bem estabelecida e em suas coletâneas de contos.
King tenta dividir o livro em duas partes, uma que ele chama de currículo e tem caráter mais biográfico, e outra que ele chama de sobre a escrita, em que ele dá as valorosas dicas. Essas duas partes são entremeadas por um capítulo sobre as ferramentas que eu escritor deve possuir e saber usar, King usa como metáfora uma caixa de ferramentas que deve ser carregada sempre.
Sem dúvidas, receber dicas de um dos mais bem sucedidos escritores vivo é um atrativo e tanto, mas, para mim, o mais interessante são as digressões sobre a vida do grande autor. São passagens como a que ele conta sobre seu primeiro encontro com Thabita, ou como recebeu a notícia da publicação de Carrie em capa dura que fazem valer a pena cada centavo investido nesse livro.

sábado, 14 de novembro de 2015

Biografia de John Boyne

O dublinense John Boyne nasceu em 1971 e estudou língua inglesa no Trinity College e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, sendo, então um dos raros fenômenos editoriais com formação específica em escrita. Sua experiência literária foi aprimorada nos sete anos em que trabalhou em uma livraria.
Boyne começou a escrever aos 19 anos e fez-se publicar pela primeira vez em 2000, com O Ladrão do Tempo (lerei em breve!).
Ao longo dos anos, o autor lançou mais de quinze livros, entre romances e livros infantis; ele também vem colecionando prêmios, desde sua estréia, já acumulou cinco prêmios, o que é considerável, dado que sua carreira tem pouco mais de dezesseis anos, e — esperam os fãs — muito mais pela frente!
Seus romances costumam ter um cuidadoso plano de fundo histórico, e o autor consegue abordar com leveza temas polêmicos e levar os leitores à reflexão enquanto se entretêm com uma boa história.
O mais conhecido de seus livros é O Menino do Pijama Listrado, ambientado na Segunda Guerra Mundial, que adaptado com sucesso para o cinema, entretanto meu preferido entre seus livros é O Palácio de Inverno, ambientado no presente e no período da Revolução Russa.
Acredito que ainda podemos esperar grandes obras do escritor irlandês.

sábado, 3 de outubro de 2015

Getúlio 1882 - 1930:dos anos de formação à conquista do poder - Lira Neto

O tarimbado biografista Lira Neto diz que se espantava por não haver ainda uma exaustiva biografia da mais importante figura política da história do Brasil. Assim, lançou-se de corpo e alma na busca por informações, documentos e fontes sobre a vida do homem que por mais tempo esteve à frente de nosso país.
A narrativa é um primor. Somo levados de cá para lá nas idas e vindas do texto, que não poupa regressões e avanços para traçar o rumo da vida do jovem Getúlio. Essas regressões, que em mãos menos hábeis poderiam ser um fracasso, se tornam a alma do livro.
Ao iniciar com a história de sua juventude e de seus pais, Neto busca jogar luz sobre algumas características peculiares do gaúcho. Em certa parte, o livro passa a ser quase que sobre a história do Rio Grande do Sul, tamanho o embrenhamento da família Vargas na política local, tendo Getúlio exercido altos cargos, eletivos e de carreira.
Nesse primeiro volume, conhecemos o ambiente formativo do presidente, o meio republicano (em pleno fim de monarquia) e positivista em que ele foi educado. Vemos, nessa parte, a fonte de alguns ideias que comporiam a contraditória personalidade do líder gaúcho.
Avançamos, com o texto, à vida adulta de Getúlio, como ele constituiu família, como ele se relacionava com as esposa e os filhos, como participava de sua educação. Getúlio teve 5 filhos (3 meninos e 2 meninas) com a esposa Darcy Vargas.
Somo levados como que testemunhas pelo caminho de sua ascensão política, de Deputado Estadual a Deputado Federal e a Governador de seu estado. Seguimos pelas tortuosas trilhas que levam o político gaúcho ao maior cargo do país.
Perto do final do livro, o autor muda o estilo, passando a se valer amiúde de trechos de cartas, telegramas e bilhetes dos personagens históricos envolvidos, o que tira um pouco a fluência da narrativa, mas concede ao livro um charme diferente.

Já estão publicados os dois volumes que completam essa biografia e eu espero lê-los em breve para comentar aqui.

sábado, 22 de agosto de 2015

Biografia de H. G. Wells

Eu conheço pelo menos dois grandes autores que nasceram em 21 de setembro, um é Stephen King, que nasceu em 1947, o outro é H. G. Wells, nascido em 1866, em Bromley, Inglaterra.
Wells foi outro escritor que, de origem pobre, prosperou com a pena.
Nascido em um distrito de Londres, Herbert George Wells, foi aprendiz de um negociante de panos, labutou por muito tempo para ter condições de bancar o próprio estudo até conseguir uma bolsa na Escola Normal de Ciências, em Londres, onde estudou biologia. Wells chegou a trabalhar sob a orientação de T. H. Huxley, conhecido como buldogue de Darwin por sua ferrenha defesa da teoria da evolução (foi também avô de Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo).
Wells certamente aproveitou muito de sua formação acadêmica para desenvolver o plano de fundo de seus romances e contos sobre ficção científica, mas é sempre bom lembrar que ele também foi muito produtivo em artigos e livros científicos bem como em livros didáticos. Sem dúvida é seguro afirmar que sua genialidade narrativa ficou bem registrada.
É triste, entretanto, a análise de sua produtividade do ponto de vista da literatura, pois, foram poucos os romances que ele deixou, tendo parado cedo e se dedicado apenas à ciências. Seus mais famosos livros são A Máquina do Tempo (1895), A Ilha do Dr. Moreau (1896), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898). Tendo vivido mais 50 anos depois de sua publicação, para mim, a obra prima do autor foi A Ilha do Dr. Moreau, auge literário de sua carreira.

sábado, 4 de julho de 2015

Elizabeth I: o anoitecer de um reinado – Margaret George

Agradam-me bastante os romances históricos, as biografias e o que se conta sobre antigos monarcas. Esse livro reúne um pouco de tudo isso.
O contexto é o final do reinado da rainha Elizabeth I, a última monarca da dinastia Tudor, filha de Henry VIII (o Henrique VIII da peça de Shakespeare) o rei que “criou” a Igreja Anglicana (igreja dos anglos, igreja da Inglaterra).
Em 1588 Elizabeth está no fim de seu reinado. No trona há 30 anos, ela tem 53 anos, nuca se casou e não tem filhos para herdar o trono. Ela mesma para chegar ao trono teve que enfrentar uma grande dificuldade, pois seu pai havia rompido com a Igreja Católica para poder se separar de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, e se casar com Anne Boleyn (Ana Bolena), mãe de Elizabeth.
Assim, ao se tornar rainha, além do trono, ela herda um contenda com Roma e os demais países católicos na Europa. Além de duas guerras históricas e centenárias, uma com a França e outra com a Escócia. Apesar de todos esses fatores pesando contra ela, seu reinado ficou conhecido como a primeira Idade do Ouro da história da Inglaterra.
A narrativa de Elizabeth tem início às vésperas do ataque da Invencível Armada espanhola no litoral britânico, e se estende por 15 anos, até sua morte em 1603. Logo nos primeiros eventos do livro podemos perceber os indícios de como a rainha influenciou toda a história britânica.
Paralelamente ao ponto de vista da monarca, temos também a narrativa de sua odiada prima, Letice Knollys, condessa de Leicester, que fora banida da corte elisabetana por ter roubado o único amor de sua prima, o conde Robert Dudley.
Outros célebres personagens que marcam presença entre as mais de 800 páginas deste inesquecível romance são, o dramaturgo William Shakespeare, o explorador Walter Releigh e Francis Bacon e John Dee.

A autora parece ser uma especialista em biografias romanceadas de grandes mulheres da história, pois consta entre suas obras também as Memórias de Cleópatra, Maria Madalena e Helena de Tróia.

sábado, 6 de junho de 2015

Biografia de Ken Follett

Ken Follett se consagrou como escritor de thrillers de espionagens como O Buraco da Agulha, A Chave de Rebeca e Na Toca do Leão; recentemente foi aclamado também por seus romances históricos que alcançaram o topo das listas de Best-Sellers, Queda de Gigantes, Inverno do Mundo e Eternidade por um Fio, que compõem a trilogia o Século e narram a história do século XX por meio dos três grandes conflitos que o marcaram. Apesar de só recentemente, com esses títulos ter passado a ser reconhecido como romancista histórico, sua obra prima, Os Pilares da Terra, um romance histórico medieval, foi publicado em 1989, continua atual e arrebata leitores mundo afora.
Follett é formado em filosofia pelo University College, de Londres, mas começou sua carreira como jornalista (daí sua escrita fluente e cativante). Ainda jovem começou suas práticas narrativas com pequenos contos, escritos nos finais de semana e encorajados por amigos e colegas de trabalho.
Em 1978 teve seu primeiro livro entre os mais vendidos na Inglaterra, o que alimentou sua criatividade para dar continuidade e não mais parar de escrever, tendo hoje mais de trinta livros publicados.
O autor é um exemplo dos escritores que enriqueceram com seu trabalho, figurando nas listas dos escritores mais bem pagos no mundo e alcançando status de celebridade em todo o mundo. Na foto acima, Follett posa ao lado de uma estátua sua, na cidade de Vitoira-Gasteiz, na Espanha, o que evidencia a abrangência de seu talento, que lhe valeu homenagens mesmo fora de seu país.
A melhor parte é que ele continua em atividade, brindando o público com um sucesso atrás do outro há quase quarenta anos.
Que venham outros quarenta!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Madame Curie - Ève Curie

A primeira vez que ouvi falar em Marie Curie foi em 2006, em um livro didático no Ensino Médio, e me lembro de ter me impressiona do com a mulher que realizou grandes feitos em um época em que a ciência era, predominantemente, um métier masculino. De lá pra cá, meu encanto por ela só aumentou.
Durante a graduação, li, por curiosidade e a título de entretenimento, várias matérias sobre a eminente química e física franco-polonesa; chegando a tentar escrever, em parceria com uma de minhas professoras, um artigo sobre sua vida e sua louvável carreira.
Embora o artigo não tenha saído, depois de terminar a graduação (Licenciatura em Química, UFTM), mas logo antes de iniciar o mestrado (Ensino de Ciências, USP) fui convidado por outra professora, que fora minha orientadora de TCC e sabia de minha admiração, a conferir uma palestra sobre Madame Curie.
A escalada de meu apreço por sua história, minha dissertação de mestrado versa sobre a história da radioatividade, e a focaliza como um tópico importantíssimo.
Nesse percurso de admiração, encontrei alguns livro que são muito caros ao que compartilham meu interesse, entre eles Aulas de Marie Curie, de Isabelle Chavannes e Curie e a Radioatividade em 90 minutos, de Paul Strathern. Entretano, um dos mais importantes é a biografia Madame Curie, de sua filha Ève Curie.
Nesse livro, Ève nos conta a vida de sua mãe. Da a infância e adolescência apertadas em uma Polônia dominada pelo Império Russo, à vida adulta, dos estudos em Paris. É notável o encontro com Pierre, seu grande amor, sua alma gêmea nas pesquisas.
Quando criança, Marie tinha de virar a noite estudando depois do dai de trabalho na pensão que a família dirigia, mesmo assim, era a primeira da sala. Em Paris, estudou Física na Sorbonne e dedicava-se exclusivamente aos estudos. Quando conhece Pierre, apresentada por um de seus professores, encontra também o amor e um parceiro científico.
Madame Curie tem de enfrentar o desafio da maternidade enquanto passa horas em seu laboratório, lidando com substancias radioativas, envenenando-se sem saber. Ao descobrir novos elementos químicos, eleva seu nome à notoriedade, sendo a primeira mulher a ser agraciada com um prêmio Nobel e, oito anos depois, a primeira pessoa a receber a honraria duas vezes.
Dada a magnitude de seu trabalho, ela, que foi chama de a mulher mais extraordinária do século XX, foi homenageada tendo seu nome dado a um elemento, o cúrio.

sábado, 1 de novembro de 2014

Biografia de Thomas Harris

Famoso por seu personagem canibal, Hannibal Lecter, o escritor norte-americano, Thomas Harris nasceu em 1940, em Jackson, no estado do Mississipi. Muito cedo acompanhou a família na sua mudança para Rich, a terra natal do seu pai, que aí se pôde tornar agricultor.
Atingindo a idade escolar, Thomas Harris frequentou as escolas locais até à conclusão dos seus estudos secundários, altura em que ingressou no curso de Estudos Ingleses da Universidade de Baylor, no estado do Texas. De forma a poder sustentar-se, começou a trabalhar à noite como repórter ao serviço do periódico News Tribune. Deu também início a uma série de contribuições para revistas literárias, sob a forma de contos de carácter macabro.
Obteve o seu diploma em 1964 e, como é tradição no seu país, empreendeu uma viagem pela Europa. De regresso aos Estados Unidos da América, preencheu o cargo de repórter de generalidades na agência noticiosa Associated Press de Nova Iorque. Teve portanto a oportunidade de tomar contacto com o submundo do crime e com mentalidades patológicas.
Enriquecido com esta experiência, e contando inicialmente com a colaboração de dois colegas, terminou e publicou o seu primeiro romance em 1975, com o título Black Sunday. A obra contava a história de um grupo de terroristas islâmicos que planeiam um atentado, utilizando um dirigível publicitário para largar uma bomba sobre a assistência de um evento desportivo. Consituiu um sucesso e foi adaptada para o cinema, com o mesmo título, no ano de 1977.
Preocupado com a fiabilidade dos pormenores na edificação da sua ficção, Thomas Harris passou os seis anos seguintes mergulhado em tarefas de investigação, findos os quais publicou o seu segundo romance, Dragão Vermelho (1981), obra em que apresentou ao público o personagem que se tornou célebre, um psiquiatra de nome Hannibal Lecter, que enlouquece e passa a matar seres humanos com requintes de crueldade.
A personagem reapareceu no romance mais importante de Harris, O Silêncio dos Inocentes (1988). Constituindo um sucesso de vendas a nível internacional, a obra relatava a investigação de uma agente federal que tenta seguir o encalço de um assassino alcunhado de Buffalo Bill, cuja mente hedionda faz com que mate raparigas e as esfole, com o intuito de talhar um casaco de pele humana. O livro foi adaptado para o cinema em 1991, com mesmo título, pela mão do realizador Jonathan Demme. A película tornou-se bastante popular, tendo sido galardoada com cinco Óscares da Academia de Cinema norte-americana.

Em 1999 apareceu uma continuação deste trabalho, Hannibal, romance que também foi convertido para a Sétima Arte em 2001, mas que não alcançou os privilégios da crítica e do público arrebatados pela obra precedente.

sábado, 19 de outubro de 2013

Biografia de H. P. Lovecraft

Howard Phillips Lovecraft nasceu em Providence, Rhode Island, em 20 de Agosto de 1890. Ele foi um escritor norte-americano celebrizado por obras de fantasia e terror, marcadamente gótico, sempre permeados por ficção científica.
Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens diretamente aos primeiros colonizadores americanos. Quando H. P. tinhas três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso, deixando-o para ser criado pela mãe, por duas tias, e por seu avô paterno.
Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico. Também fora uma criança constantemente doente, segundo consta, ele sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente.
O seu avô morreu em 1904, o que levou a família a um estado de pobreza, devido à incapacidade das filhas de gerirem os seus bens. Foram obrigados a mudar-se para acomodações muito menores e insalubres, o que prejudicou ainda mais a já débil saúde de Lovecraft. Em 1908, ele sofreu um colapso nervoso, acontecimento que o impediu de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, consequentemente, complicou sua entrada numa universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto dos seus dias.
Nos seus dias de juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917, publicando em 1923 seu primeiro trabalho, dois anos após a morte da mãe.
Durante o período em que trabalhou como, conheceu a judia ucraniana Sonia Greene, com quem viria ter um breve matrimônio, sendo o período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward - seu único romance -, foram escritas nessa época.
Sua vida é marcada por uma certa lugubridade, com os anos, enquanto o cancro no intestino (a doença que o mataria) progredia, ele foi abalado pelas mortes de suas tias e o suicídio  de seu amigo Robert E. Howard. No final, Lovecraft suportou dores sempre crescentes, até que em 10 de Março de 1937 se viu obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown, onde morreria cinco dias depois, aos 46 anos de idade.
O princípio orientador literário de Lovecraft era o que ele chamava de  "terror cósmico", a ideia de que a vida é incompreensível à mente humana e que o universo é fundamentalmente alienígena. Lovecraft desenvolveu um culto baseado em Cthulhu Mythos, uma série de ficção vagamente interligada com um panteão de entidades anti-humanas, assim como o Necronomicon, um Grimório fictício de ritos mágicos e sabedoria proibida.
Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos; talvez por isso, durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, que só cresceu com o tempo, marcando-o como um dos escritores de terror mais influentes do século XX.

sábado, 25 de maio de 2013

Biografia de Paulo Coelho

A história de Paulo Coelho começa no Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1947, nascido numa família de classe média, desde muito novo gostava de escrever e mantinha um diário (Vêm as referências...). No colégio, participava de concursos de poesia e cursos de teatro. No entanto, seus pais  o desestimulavam a seguir a carreira de escritor. As brigas com os pais eram constantes e Paulo teve muitas crises de depressão e raiva na adolescência, tendo sido internado três vezes em uma clínica de repouso, onde foi tratado por psicólogos.
Na década de 1960 ingressa no mundo do teatro, no início da década seguinte, Paulo entra de cabeça no movimento hippie, ao mesmo tempo em que conhece o mundo das drogas e do ocultismo, incluindo o chamado Caminho da Mão Esquerda. Profissionalmente, além de diretor e ator teatral, exerce também a função de jornalista, quando em 1972 conhece Raul Seixas, então executivo da gravadora CBS. Os dois se tornam parceiros em diversas músicas que exerceriam influência no rock brasileiro (além de compor também para diversos intérpretes, tais como Elis Regina, Rita Lee e Rosana Fiengo).
Seu fascínio pela busca espiritual, que data da época em que, como hippie, viajava pelo mundo, resultou numa série de experiências em sociedades secretas e religiões (ditas) alternativas.
A carreira literária de Paulo não começou logo com os sucessos do quais estamos habituados a ouvir falar, seus dois primeiros livros não tiveram a repercussão desejada, sendo o segundo recolhido pelo autor que o considerou o trabalho de má qualidade.
Em 1986 Paulo Coelho fez a viagem de peregrinação pelo Caminho de Santiago, percorrendo os quase 700 quilômetros a pé, experiência que relata em detalhes no livro O Diário de um Mago, editado em 1987. No ano seguinte, publicou O Alquimista, que  se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos, um dos mais importantes fenômenos literários do século XX.
De lá pra cada, cada livro que ele escreve se torna um fenômeno!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Biografia de João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto nasceu em Recife no dia 09 de janeiro de 1920, segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo. Primo, pelo lado paterno, de Manuel Bandeira e, pelo lado materno, de Gilberto Freyre. Foi sem dúvidas um dos nomes mais fortes da poesia brasileira.
Já com 18 anos, começa a frequentar rodas literárias, mas é em 1940, já morando no Rio de Janeiro, que é apresentado a Carlos Drummond de Andrade e ao círculo de intelectuais que se reunia no consultório de Jorge de Lima. No ano seguinte, participa do Congresso de Poesia do Recife, ocasião em que apresenta suas Considerações sobre o poeta dormindo.
Em 1942 publica seu primeiro livro, Pedra do Sono. Frequenta, então, os intelectuais que se reuniam no Café Amarelinho e Café Vermelhinho, no Centro do Rio de Janeiro. Entra para a carreira diplomática em 1945, e começa a trabalhar no Departamento Cultural do Itamaraty, depois no Departamento Político e, posteriormente, na comissão de Organismos Internacionais. Em fevereiro de 1947, casa-se com Stella Maria Barbosa de Oliveira, no Rio de Janeiro. Em dezembro, nasce seu primeiro filho, Rodrigo; Inês e Luiz nasceriam, respectivamente, nos dois anos seguintes.
Em 1954 é convidado a participar do Congresso Internacional de Escritores, em São Paulo. Participa também do Congresso Brasileiro de Poesia, reunido na mesma época.
Duas alegrias vêm em 1955: o nascimento de sua filha Isabel e o recebimento do Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras, ao qual se seguiram outras importantes premiações como a de Melhor Autor Vivo do Festival de Nancy; Jabuti, da União de Escritores de São Paulo; Luisa Cláudio de Souza, do Pen Club; o Prêmio Golfinho de Ouro do Estado do Rio de Janeiro; o prêmio do Instituto Nacional do Livro e o Prêmio Luis de Camões, considerado o mais importante prêmio concedido a escritores da língua portuguesa
Depois de inúmeras recolocações e de ter residido e trabalhado em vários países, em 1964 nasce seu quinto filho, João.
João Cabral fez parte da Academia Brasileira de Letras de agosto de 1968 até outubro de 1999, data de sua morte.

sábado, 20 de outubro de 2012

Biografia de Rick Riordan

O professor Richard Russell Riordan Jr., mais conhecido como Rick Riordan nasceu em San Antonio, Texas, em 5 de junho de 1964.
Se formou na Universidade do Texas, em Austin, em 1986, e durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas de São Francisco.
Riordan criou séries de livros de muito sucesso, como a premiada (embora pouco conhecida)  Tres Navarre (7 livros), uma série de mistério para adultos ambientada na cidade natal do autor; Percy Jackson e os Olímpianos (5 livros), As Crônicas de Kane (3 livros) e Os Heróis do Olimpo (5 livros), em que apresenta uma moderna releitura das mitologias grega, egípcia e romana, respectivamente.
Suas séries mitológicas têm como público alvo os adolescentes, mas não deixam de conquistar leitores e fãs de todas as idades.
Pessoalemte, espero que ele continue no tema após finalizar seus trabalhos atuais, com, talvez, a mesma temática na mitologia nórdica.
Atualmente mora com a mulher e dois filhos, Patrick e Haley, em San Antonio, Texas.

sábado, 18 de agosto de 2012

Biografia de Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em 19 de abril de 1886 e morreu em 13 de outubro de 1968, filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de Francelina Ribeiro.
No Rio de Janeiro, para onde viajou com a família, em função da profissão do pai, estudou no Colégio Pedro II.
Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, que interrompeu por causa da tuberculose. Para se tratar buscou repouso em Campos do Jordão, Campanha e outras localidades de clima mais ameno.
Iniciou-se na literatura, com "A Cinza das Horas", em 1917, e dois anos depois, com a publicação de "Carnaval".
Em 1935, foi nomeado inspetor federal do ensino e, em 1936, foi publicada a “Homenagem a Manuel Bandeira”, coletânea de estudos sobre sua obra, assinada por alguns dos maiores críticos da época, alcançando assim a consagração pública. De 1938 a 1943, foi professor de literatura no Colégio D. Pedro II, e em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

sábado, 16 de junho de 2012

Biografia de Marion Zimmer Bradley

Marion Eleanor Zimmer Bradley nasceu em 3 de Junho de 1930 e morreu em 25 de Setembro de 1999. Foi uma escritora norte-americana de romances sobre fantasia e ficção científica, tais como As Brumas de Avalon e a série Darkover.
Nasceu em Albany, capital do estado de NovaYork. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres, impossibilitados de oferecer-lhe uma educação esmerada. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever. Marion começou a escrever histórias. no início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se a um grupo de ativistas lésbicas denominado Daughters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos.
As suas histórias de ficção científica da série Darkover continuam a ter numerosos admiradores (me incluo nisso^^). Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos bestesellers do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Prosseguiu na mesma senda com Incêndio de Tróia, onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista (sempre uma característica em seus livros). Em 1985, Marion Bradley lançou um novo livro, especialmente destinado ao público infantil. Muitos, no entanto, consideraram o livro uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: "A filha da Noite", baseado na ópera "A flauta mágica", de Mozart.
Marion Zimmer Bradley, que deixou mais de meia centena de livros, foi casada duas vezes e teve dois filhos.

sábado, 14 de abril de 2012

Tio Tungstênio: memórias de uma infância química - Oliver Sacks

A obra do neurologista Oliver Wolf Sacks, apesar de ser difícil de se definir, trata-se de uma autobiografia, em que o autor descreve o nascimento de sua paixão pela ciência. Contendo fotos e ilustrações ao início de cada um dos seus 12 capítulos, além de uma Tabela Periódica em página dupla e índice remissivo, o descreve as experiências e observações do autor desde muito jovem até a sua adolescência, durante o período da Segunda Grande Guerra.
O autor conta como teve a liberdade e até mesmo foi estimulado a montar, ele mesmo, um laboratório em casa, e como teve acesso a diversos materiais disponibilizados por seus tios, industriais nas áreas da química e da física, e pelas lojas de produtos químicos a varejo. Neste laboratório caseiro, o jovem Sacks realizou experiências que poucos dos profissionais da química de hoje em dia tiveram a oportunidade de realizar e outras que são comuns nos laboratórios de ensino, de hoje em dia.
É com paixão que ele descreve (relembra) o seu deslumbramento ao se deparar com os grandes feitos de cientistas tais como Davy, Boyle, Bohr, Mendeleiev, Rutherford, o casal Curie, Moseley, Cannizzaro, Faraday, Dalton, Priestley e Bunsen.
Sua forma leve de escrever faz do livro uma leitura fácil e agradável, embora repleta de conceitos fundamentais da química; por vezes, principalmente quando o autor fala de sua família, o livro adquiri um tom emocionante. Seus capítulos sobre tabela periódica e radioatividade são dignos de figurar em qualquer livro de química.
Tio Tungstênio relata uma infância química prazerosa em meio aos gases, metais, compostos fedorentos e explosões.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Memorias de uma Geixa - Arthur Golden

Admito que quando peguei esse livro emprestado com uma querida amiga não imaginei que gostaria tanto da leitura. Comecei a ler lentamente, não que a linguagem seja difícil, trata-se uma narrativa muito suave e de fácil compreensão; mas acabei acelerando e terminando rapidamente.
O livro que conta a história de Chiyo, ou melhor, Nitta Sayuri pode ser lido como um romance cheio de sexualidade ou então um profundo mergulho na cultura japonesa. Para mim foram ambos.
Cada detalhe é impressionante, mas a forma como explica realmente o que são as gueixas e como é ser uma é única! Os ocidentais acham que elas são apenas prostitutas de luxo, mas na cultura japonesa elas são mulheres lindas, memoráveis, treinadas para fazer companhia a homens.
Gueixas são tão respeitadas como damas. Impõem respeito e muitas vezes só se entregam ao seu danna, o homem rico que as banca e mima. O livro também revela que a vida de uma gueixa não é fácil, pois, elas não são treinadas para serem felizes. Antes de serem gueixas profissionais, elas têm que passar por um logo período de aprendizado, com uma boa carga de sofrimento.
Todos esses detalhes e nuances vêm arraigados aos altos e baixos na vida de Sayuri, que emocionam á medida em que o leitor se liga emocionalmente à personagem.
Recomento este livro incrível.

(Mais uma coisa, dá só uma olhada na beleza dessa capa!)

sábado, 22 de outubro de 2011

Biografia de P.C. e Kristin Cast

Phyllis Cast, conhecida pelo pseudônimo P.C. Cast, escritora Americana de romance e fantasia, conhecida pela série de livros House of Night que ela escreve com sua filha Kristin Cast.
Nascida em Illinois, vive em Oklahoma e leciona Inglês na South Intermediate High School em Broken Arrow desde 1993. Os seus livros receberam numerosos prêmios: Prism, Holt Medallion, Daphne du Maurier, Booksellers Best e o Affaire de Coeur Readers Choice.
Em 2007 iniciou a saga da Morada da Noite com a sua filha Kristin Cast como co-autora. Kristin recebeu vários prêmios de poesia e jornalismo. Também vive em Oklahoma onde estuda Biologia na Northeastern State University.
Mãe e filha trabalham muito bem juntas, são sinônimos de sucesso e fazem dessa nova série vampiresca um Fenômeno de fãs e ótimas críticas.

sábado, 21 de maio de 2011

Biografia de Jô Soares

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona-de-casa Mercedes Leal, queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inatas apontavam-no para outra direção. Tornou-se humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral e ator.

Jô foi casado com Teresa Austregésilo. Com ela teve o único filho: Rafael Soares. De 1980 a 1983 a atriz Sílvia Bandeira foi sua esposa. Em 1987 casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998.
Ele fala, com diferentes níveis de desenvoltura, cinco idiomas (português, inglês, francês, italiano e espanhol) e é sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete.
Além de crônicas e poemas tem três livros publicados (“O Xangô de Baker Street”, “O Homem que Matou Getúlio Vargas” e “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras”), além de sua autobiografia.