O frio olhar salta pela janela
para o jardim onde anunciam
a árvore.
A árvore da vida? A árvore
da lua? A maternidade simples
do futuro?
A árvore que vi numa cidade?
O melhor homem? O homem além
e sem palavras?
Ou a árvore que os homens
adivinho? Em suas veias, seus cabelos
ao vento?
(O frio olhar
volta pela janela
ao cimento bruto
do quarto e da alma:
calma perfeita,
pura inércia,
onde jamais penetrará
o rumor
da oculta fábrica
que cria as coisas,
do oculto impulso
que explode em coisas
como na frágil folha
daquele jardim.)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Contos Inacabados - J. R. R. Tolkien
Coletânea de histórias nunca terminadas quando o autor estava vivo, mas foram compiladas por seu filho, Christopher Tolkien e publicados em 1980 no Reino Unido. Ao contrário de O Silmarillion, também uma obra póstuma, em que Christopher Tolkien teve de fazer certas alterações no texto para dar consistência, Contos Inacabados é apresentado exatamente como foi deixado por Tolkien pai antes de morrer. Por causa disto, o livro vem acompanhado de inúmeras notas que explicam certos pontos obscuros e/ou inconsistente dos textos.Pode-se ver no livro explicações mais detalhadas, muitas vezes novas, sobre coisas faladas no Silmarillion, no Senhor dos Anéis e em O Hobbit (o que é um grande atrativo), como a história dos magos, os Istari, do qual Gandalf faz parte, a história de Tuor após seu encontro com o deus Ulmo das Águas, as Palantíri e outros personagens meno importantes.
O livro é dividido em quatro partes que são divididas em capítulos. A primeira parte narra fatos ocorridos na Primeira Era.A segunda parte narra fatos da Segunda Era. A terceira parte conta os fatos ocorridos na Terceira Era e narra resumidamente os fatos ocorridos na trilogia O Senhor dos Anéis. A quarta parte narra os fatos ocorridos após a Caçada ao Anel e contém mapas da terra média.
Há também, para os fãs mais interessados uma lista de notas explicativas e um glossário.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Círculo Secreto:A Iniciação - L. J. Smith
Depois
da minha desilusão com a série Diários do Vampiro, custei a me convencer ler
outro livro da autora. E, apesar de ter gostado deste livro, ele me lembrou o
porquê de meu descontentamento: o formato comercial (e não artístico).
Aparentemente está nova série (assim como outro de séries similares, como A
Morada da Noite) terá mais livro do que história a contar. Acontece o seguinte,
os autores publicam pequenos livros com a história inacabada, para que os fãs
procurem as sequências, as quando não há enredo suficiente, eles carregam a mão
nos dilemas adolescentes e nas descrições dos conflitos psicológicos dos
personagens. A razão é simples, assim ele publicam mais livros (vendem mais
Mas,
como eu disse, eu gostei desse livro.
Tratasse da história de um grupo de jovens que descobre sua mística ascendência: são todos descendentes do grupo de bruxos que fundou a cidade.
Cassie, a protagonista, e muda para New Salem e logo percebe que há um clube que "governa" a escola, depois de passar por um período em que era perseguida por alguns dos membros, ela se descobre como parte da tradição é convidada (por outros integrantes) a fazer parte do Círculo Secreto.
Enquanto faz novas amizades, Cassie passa a lutar contra um sentimento proibido e a ajudar os novos amigos em algumas das tarefas do Círculo: encontrar/lidar com antigo artefatos de poder e investigar a misteriosa morte de uma (quase)integrante do grupo.
Tratasse da história de um grupo de jovens que descobre sua mística ascendência: são todos descendentes do grupo de bruxos que fundou a cidade.
Cassie, a protagonista, e muda para New Salem e logo percebe que há um clube que "governa" a escola, depois de passar por um período em que era perseguida por alguns dos membros, ela se descobre como parte da tradição é convidada (por outros integrantes) a fazer parte do Círculo Secreto.
Enquanto faz novas amizades, Cassie passa a lutar contra um sentimento proibido e a ajudar os novos amigos em algumas das tarefas do Círculo: encontrar/lidar com antigo artefatos de poder e investigar a misteriosa morte de uma (quase)integrante do grupo.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A Ilha do Tesouro - Robert Louis Stevenson
O livro apresenta uma história fictícia de uma aventura em
busca do tesouro do terrível pirata Flint.
Jim Harkins, nosso jovem narrador, descobre um mapa do tesouso nos pertences de um velho capitão falecido.
Ele, Dr. Livesey e Dr. Trelawney juntam-se a tripulação do Hispaniola para ir em busca desse tesouso.
Junto com eles vai também o temível Long John Silver (o pirata mais famoso da literatura e do cinema), que integrara a tripulação do Capitão Flnt e só faz sonhar com o tesouro perdido.
Daí o livro segue em uma sucessão de aventuras no mar e na selva, motins, uma ilha deserta, muita vilania e heroísmo, em uma ritmo cativante, contando uma história daquelas que não se quer parar de ler.
Nesta obra, o autor instituiu um novo estilo de escrita (romances da capa e da espada),
traçado pela característica da ação contínua, que também serviu para estimular a leitura nos jovens.
O livro foi e ainda é um sucesso e serviu para impulsionar a carreira do escritor, que também é autor de O Médico e o Monstro.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Recordação da Casa dos Mortos - Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski foi um renomado escritor Russo do século XIX, e este foi o primeiro livro dele que caiu em minhas mãos.
O livro parece ter sido construído por recordações do período em que Dostoievski cumpriu pena num presídio na Sibéria.
É interessante notar que Recordações da Casa dos Mortos é que o relato do dia-a-dia de centenas de homens num presídio gelado e distante de tudo.
Este é na verdade um livro difícil de ler, não pela linguagem, que chega a beirar o coloquial, mas pelo próprio estilo da narrativa, que se desenvolve como um diário. Como uma autobiográfico, narra a vida de um homem, Alieksandr Pietróvitch, preso no gelado e longínquo presídio da Sibéria. No entanto, o crime que o levara até lá mal influi na história; o foco está na sua pena e no convívio com os presos.
Alieksandr foi condenado à trabalho forçado por assassinar sua esposa (o que é um comentário sem qualquer importância no livro, pois em nenhum momento foi revelado as motivação que o levaram a cometer tal crime ou foram dadas maiores explicações). O importante é o dia-a-dia dos presidiários, com seus sonhos, medos, ódios, preconceitos, enfim, o cotidiano da sociedade presidiária.
Com tudo isso, o livro se torna tenso. Também por esta razão, aconselho aos que ainda não leram nada deste autor, que comece por outra obra, por exemlo, por uma de suas coletâneas de contos; para depois, em um período mais maduro no quesito Dostoiévski, encarar algum de seus profundos romances.
É interessante notar que Recordações da Casa dos Mortos é que o relato do dia-a-dia de centenas de homens num presídio gelado e distante de tudo.
Este é na verdade um livro difícil de ler, não pela linguagem, que chega a beirar o coloquial, mas pelo próprio estilo da narrativa, que se desenvolve como um diário. Como uma autobiográfico, narra a vida de um homem, Alieksandr Pietróvitch, preso no gelado e longínquo presídio da Sibéria. No entanto, o crime que o levara até lá mal influi na história; o foco está na sua pena e no convívio com os presos.
Alieksandr foi condenado à trabalho forçado por assassinar sua esposa (o que é um comentário sem qualquer importância no livro, pois em nenhum momento foi revelado as motivação que o levaram a cometer tal crime ou foram dadas maiores explicações). O importante é o dia-a-dia dos presidiários, com seus sonhos, medos, ódios, preconceitos, enfim, o cotidiano da sociedade presidiária.
Com tudo isso, o livro se torna tenso. Também por esta razão, aconselho aos que ainda não leram nada deste autor, que comece por outra obra, por exemlo, por uma de suas coletâneas de contos; para depois, em um período mais maduro no quesito Dostoiévski, encarar algum de seus profundos romances.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A mulher e a casa - João Cabal de Melo Neto
Tua sedução é menos
de mulher do que de casa:
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.
Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,
uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.
Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;
pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;
pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,
os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,
exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.
de mulher do que de casa:
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.
Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,
uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.
Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;
pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;
pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,
os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,
exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
Os Corvos de Avalon - Marion Zimmer Bradley Por Diana L. Paxson
O livro, que se passa cronologicamente antes d’As Bruma de Avalon trata da conquista romana da Bretanha e da rebelião conduzida pela Rainha Boudica, a guerreira celta, e por Lhiannon, a sua jovem mentora na ilha dos Druidas. Após a morte do marido Boudicca foi brutalizada, suas filhas violadas e suas terras anexadas ao Império Romano. Cheia de raiva e espírito de vingança, Boudica apela às tribos britânicas e conduz o seu povo na resistência contra os exércitos ocupantes de Roma.
A rebelião fracassa, mas Lhiannon sobrevive e torna-se guardiã das tradições druidas na nova Bretanha Romana, como alta sacerdotisa da Casa da Floresta.
A ideia e vontade de escrever a história da Rainha “Assassina” Boudica surgiu de Marion, que tocou no assunto durante a série de Avalon, mas, não pode levar a ideia adiante devido à sua morte, no auge de sua carreira.
Diana, que foi colaboradora de Marion em A Sacerdotisa de Avalon e Ancestrais de Avalon, cumpriu a promessa que elas fizeram uma a outra, de um dia escrever essa história. Nessa época elas chagaram a fazer um esboço, com base no qual Diana deu continuidade na obra, que antecede A Casa da Floresta.
O livro ficou excelente.
Vale salientar que a tradutora é a incrível Márcia Frazão.
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