sábado, 25 de julho de 2015

Beemote: a revolução - Scott Westerfeld


Como vimos em Leviatã: a missão secreta, a série se enquadra no estilo steampunk, em que a história se passa num passado que já contava com as tecnologias de hoje. Temos como contexto a Primeira Guerra Mundial, em que a Europa se dividiu ente os aliados da Alemanha (Tríplice Aliança) e os aliados da Inglaterra (Tríplice Entente). O autor mantém alguns fatos histórico inalterados e muda a interpretação de outros, mas a principal alteração está nas tecnologias disponíveis e utilizadas no conflito. 
Esse segundo livro se inicia logo no final do primeiro, e o aeromonstro Leviatã continua se dirigindo ao Império Otomano para uma missão diplomática. A guerra estourou e está em curso, revirando a Europa. A Tríplice Aliança, chamada de Mekanistas, desenvolve máquinas bélicas surreais e a Tríplice Entente, chamada de Darwinistas, se utiliza de engenharia genética para misturar espécies e gerar monstros híbridos como armamentos.
Alek e Deryn estreitaram sua amizade, mas é chegada a hora de eles se separarem, pois o Império Autro-Húngaro se juntou à guerra contra a Inglaterra.
Entretanto, a cientista, Dra. Nora Barlow, não tem a menor intenção de deixar que Alek, o herdeiro do Império Autro-Húngaro deixe de exercer sua influência no caminho da paz e da aliança com os Darwinistas.
Além do aeromonstro Leviatã, conhecemos outro poderoso personagem do arsenal zoológico de armas inglesas, o Beemote, um kraken de proporções inimagináveis que dá suporte marítimo às operações liderados do Leviatã.

Um detalhe é que, a despeito das belas ilustrações que completo o livro a cada capítulo, as capas da série ficaram notoriamente feias.

sábado, 18 de julho de 2015

Quem é Você Alasca - John Green

Intrigante e inquietante, este livro é tipicamente John Green.
Dos dilemas adolescentes que parecem o centro do universo —seus romances, suas compulsões, seus vícios, seu ódio pelas instituições e pelos adultos que tentam desesperadoramente imitar—, à narrativa cativante.
Miles Halter acaba de se matricular em um colégio interno. Não conhece ninguém, não sabe o que esperar, além do calor opressor do Alabama. Eles estava cansado de sua vida segura e previsível com os pais na Flórida e decide sair em busca do que o Poeta François Rabelais chamou em suas últimas palavras de o "Grande Talvez"
Miles é obcecado por últimas palavas. Seu passatempo preferido é ler biografias e registrar as últimas palavras de pessoas célebres.
Na nova escola, logo no primeiro dia, ele conhece Chip Martin e Alasca Young, respectivamente, seu primeiro amigo de verdade e seu primeiro amor. Alasca o impressiona de primeira: bonita, inteligente, bonita espirituosa, bonita, problemática e extremamente sensual, ela o ganha com as primeiras frases.
Com uma reviravolta impressionante, o livro demostra todo o poder narrativo de Green logo em sua primeira publicação.

sábado, 11 de julho de 2015

A Guerra dos Mundos - H. G. Wells


Imagine que de repente caia do céu, nos arredores de sua cidade, um cilindro desconhecido. Todos se dirigem ao local de impacto e veem sair de lá formas de vida desconhecidas, alienígenas. Uma delegação de autoridades locais se dirige rumo à cratera para dar as boas vindas aos seres extraterrestres, e, embora portem uma bandeira branca, são fulminados com um raio de calor que incendeia casas inteiras, evapora rios e lagos, liquefaz grandes estruturas metálicas e carboniza corpos humanos.
Imagine o pânico que se generaliza quando a cidade começa a ser destruída, quando o exército e as forças de segurança que tentam por fim à destruição falham e são dizimados juntamente com a população local.
Imagine o diâmetro do caos se alargando à medida que você tenta escapar da morte certa. A desinformação e a perplexidade nas cidades vizinhas, com as disparatadas notícias que chegam. O medo que toma conta daqueles que tentam salvas seus entes queridos.
Agora imagine tudo isso acontecendo no final do século XIX, antes da internet, da televisão, das bombas atômicas, da globalização da informação. É mais ou menos esse o cenário das primeiras páginas desse livro que tanto inspirou a ficção científica.
Eu, por exemplo, não consigo deixar de associar as temíveis máquinas trípodes que disparam o raio de calor com aquele primeiro episódio do desenho animado Liga da Justiça, em que Superman, Batman, Lanterna Verde e seus amigos enfrentam uma terrível invasão alienígena. Esse episódio foi baseado no livro de H. G. Wells.

Em comparação com outros livros do autor, esse é mais fraco no quesito narrativa, mas mesmo assim, é  um livro que vale a pena ler.

sábado, 4 de julho de 2015

Elizabeth I: o anoitecer de um reinado – Margaret George

Agradam-me bastante os romances históricos, as biografias e o que se conta sobre antigos monarcas. Esse livro reúne um pouco de tudo isso.
O contexto é o final do reinado da rainha Elizabeth I, a última monarca da dinastia Tudor, filha de Henry VIII (o Henrique VIII da peça de Shakespeare) o rei que “criou” a Igreja Anglicana (igreja dos anglos, igreja da Inglaterra).
Em 1588 Elizabeth está no fim de seu reinado. No trona há 30 anos, ela tem 53 anos, nuca se casou e não tem filhos para herdar o trono. Ela mesma para chegar ao trono teve que enfrentar uma grande dificuldade, pois seu pai havia rompido com a Igreja Católica para poder se separar de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, e se casar com Anne Boleyn (Ana Bolena), mãe de Elizabeth.
Assim, ao se tornar rainha, além do trono, ela herda um contenda com Roma e os demais países católicos na Europa. Além de duas guerras históricas e centenárias, uma com a França e outra com a Escócia. Apesar de todos esses fatores pesando contra ela, seu reinado ficou conhecido como a primeira Idade do Ouro da história da Inglaterra.
A narrativa de Elizabeth tem início às vésperas do ataque da Invencível Armada espanhola no litoral britânico, e se estende por 15 anos, até sua morte em 1603. Logo nos primeiros eventos do livro podemos perceber os indícios de como a rainha influenciou toda a história britânica.
Paralelamente ao ponto de vista da monarca, temos também a narrativa de sua odiada prima, Letice Knollys, condessa de Leicester, que fora banida da corte elisabetana por ter roubado o único amor de sua prima, o conde Robert Dudley.
Outros célebres personagens que marcam presença entre as mais de 800 páginas deste inesquecível romance são, o dramaturgo William Shakespeare, o explorador Walter Releigh e Francis Bacon e John Dee.

A autora parece ser uma especialista em biografias romanceadas de grandes mulheres da história, pois consta entre suas obras também as Memórias de Cleópatra, Maria Madalena e Helena de Tróia.

sábado, 27 de junho de 2015

A Rosa e o Espinho - Theodora Goss

Deparei-me pela primeira vez com esse livro em uma livraria, admirei bastante, e fiquei curioso com o formato inusitado, mas só o comprei meses depois, pela internet (só porque sai muito mais barato!).
O formato inusitado a que me referi é o de sanfona, como na imagem acima. Se esticarmos o livro todo, tornando uma tira retangular e comprida de papel veremos que de cada lado há uma versão da história contada. A versão de Brendan e a versão de Evelyn.
Na leitura, pode-se escolher por qual versão começar, e essa escolha influi na interpretação que faremos da história. Eu, particularmente, comecei pela história de Evelyn.
De um modo ou de outro, em um certo momento, ela entra na livraria da pequena cidade de Clews e encontra o amor de sua vida. Quando ele entrega a ela um romance medieval, estilo que ambos têm como preferido, inicia uma nova vida.
Nos eventos seguintes, aventuras inesperadas se misturam à narrativa de amor, e através da vida dos personagens, os acompanhamos rumo o destido preestabelecido.

Embora seja curto, a leitura é intensa, e tem tudo para ser o estandarte de uma nova tendência literária.

sábado, 20 de junho de 2015

Lady Almina e a Verdadeira Downton Abbey – Condessa de Carnarvon

Sempre que converso com amigos sobre as séries que assistimos, insisto em dizer que todos devem assistir Downton Abbey, a melhor de todas as séries. Os fãs da série já admiraram muito o belíssimo castelo em que são filmados os episódios. Lendo sobre essa série que gosto tanto, encontrei um livro que fala sobre o castelo e uma de suas antigas moradoras.
O livro foi escrito pela atual condessa de Carnarvon, lady Fiona Herbert, casada com o oitavo conde de Carnarvon, e fala sobre a bisavó de seu marido, lady Almina, a quinta condessa e sobre o castelo de Highclere, propriedade da família que é usada como cenário para a série inglesa.
Almina era filha ilegítima do rico banqueiro Alfred de Rothschild, e chegou à Highclere em um momento providencial. Ela vinha com a imensa fortuna de sua família, justo em tempo de salvar as propriedades dos Cararvon, que estavam falidos.
Durante os 28 anos em que habitou Highclere, Almina e seu dinheiro revitalizaram a nobre família, ajudando-os a se restituir, a atravessar o período de guerra e a financiar as explorações arqueológicas que tornariam lord Carnarvon famoso (entre outras coisas por ter descoberto a tumba de Tutancâmon e morrido do que ficou conhecido como maldição da múmia).
Acima de tudo, Almina era graciosa e destemida, encarando a nova vida com maestria.

A condessa já escreveu um segundo livro, sobre a esposa do sexto conde, lady Catherine, mas que ainda não foi publicado no Brasil. Quando eu terminava de ler a história de lady Almina, escrevi para a condessa, e ela teve a gentileza de me responder, dizendo que também já estava para começar a escrever um terceiro livro. Só posso então esperar para ter esses livros em mãos!

sábado, 13 de junho de 2015

Os Olhos do Dragão - Stephen King

Quem diria que leríamos um conto de fadas escrito por Stephen King? E dos bons? Na verdade uma das melhores história que ele criou.
Ao melhor estilo Tolkien, ele inventou a história para ler para seus filhos. Também aproveitou e fez uma relação forte com a série Torre Negra. Na verdade foi o primeiro livro que me levou a perceber que há referências à Torre em outros livro de King (como Buick 8, Saco de Ossos, A Hora do Vampiro e o conto O Nevoeiro — mais sobre essas relações no blog Cultura e Bobagem e em outros sites).
A história se passa no distante reino de Delain (em outro mundo, nos Território?) há muito tempo. O bom rei Roland estava velho e enfraquecido pela nociva influência do feiticeiro da corte, Flagg. Durante anos Flagg conseguira sussurrar suas maldades nos ouvidos do rei. Mais que isso, há indícios de que ele vinha a Delain, sempre causando ódio e revolta.
Apesar do controle que o feiticeiro exercia sobre Roland, ele não era uma figura apreciada por seu herdeiro, Peter. Para afastá-lo do trono e colocar em seu lugar o irmão mais novo e mais influenciável, Thomas, Flagg planeja o assassinato do rei de modo a jogar a culpa sobre Peter.
Quando ele consegue o que quer, isola o herdeiro na torre-prisão e passa a governar através de Thomas. Em escala maior ele pretende forçar uma revolta popular, para que haja guerra e matança; para isso, ele faz com o que o rei Thomas castigue seus súditos com pesados impostos e leis injustas.
Durante os anos em que Flagg executa seu plano de caos, Peter, na torre, elabora sua rota de fuga, para sair da prisão e enfrentar Flagg.

É desnecessário dizer que o livro é fantástico, que a narrativa é impecável, que a trama é única e que a satisfação é garantido.