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sábado, 24 de setembro de 2011

Miguel Strogoff - Júlio Verne

Outro do insuperável Julio Verne: ambientado no longínquo (e fascinante) império russo, narra as aventuras do intrépido herói, que necessita percorrer 5.500 km de obstáculos quase insuperáveis, entre os exércitos de traidores do czar, para entregar ao Grão-Duque, na cidade de Irkutsk, na Sibéria, uma mensagem secreta que o soberano lhe confiara.
Suportando todo o tipo de dificuldades e de obstáculos, submetido a humilhações e tortura durante esse longo percurso pelo exótico interior do continente asiático, o herói surge como um modelo de perfeição e virtude, forte e corajoso, a quem nada consegue deter no cumprimento de sua missão.
Quanto mais leio sobre essa magnífica cultura (da terra já chamada de Império Russo e URSS), mais me interesso pela terra de Dimitri Mendeleiev e Ivana Fukalot.
Neste livro, especificamente, pode-se aprender sobre a geografia e a política da Rússia Czarista. Para aprender mais sobre outro período, recomendo a leitura do romance: Zoya de Danielle Steel.
Uma ressalva importante é que é necessário ter atenção ao ler, pois a quantidade e variedade de nomes (estranhos) citados pode levar à incompreensão.

sábado, 23 de julho de 2011

Cinco Semanas em Balão - Júlio Verne

Com poderosa imaginação e vasto conhecimento cientifico, Júlio Verne previu o futuro diversas vezes em seus muitos livros. Nesta obra, ele descreve a inimaginável (na época) travessia de um continente abordo de um balão.
Como a maioria de suas obras, está recheada de informações geográficas, que ao mesmo tempo a tornam complexa e mais interessante. No entanto "Cinco Semanas em Balão", assim como "A Ilha Misteriosa", também é marcada por um forte teor de conceitos de química, que dão suporte as teorias de Verne, sem enfadar o leitor.
O livro narra a viagem proposta pelo Dr. Fergusson, seu criado, Joseph, e seu amigo Richard Kennedy também participam. Tal viagem consiste na travessia do continente Africano em um balão, que (obviamente) durou cinco semanas.
Nela os viajantes vivem aventuras ímpares, como serem rebocados por um elefante, fingirem ser filhos da lua para uma tribo nativa, resgatar um missionário, entre outras, todas com suas consequências, boas ou ruins.
Está entre os livros que não pode-se deixar de ler!

sábado, 19 de março de 2011

A ilha Misteriosa – Júlio Verne

Repleto de Intertextualidade com os demais livro do autor, não deve ser lido ante de Vinte Mil Léguas Submarinas e de Os Filhos do Capitão Grant. Que conta a história de um grupo de amigos que se lança ao mar para salvar o capitão Grant de um naufrágio que sofrera, antes do fim do livro eles passa por diversos contratempos, que tornam a história divertida.
A história começa com a fuga de cinco yankees (abolicionistas do Norte) que haviam sido feitos prisioneiros pelos separatistas (do Sul), durante a Guerra Civil Americana, num balão que os próprios separatistas haviam construído. A companhia de fugitivos é formada por Ciro Smith, um engenheiro ferroviário e oficial do exército da União; Neb, corajoso e fiel servo afro-americano de Smith; o marinheiro Bonadventure Pencroft; Herberto Brown, jovem protegido de Pencroft e filho do seu capitão já morto; e o jornalista Gedeon Spilett, repórter do New York Herald.
Após voarem, durante vários dias, debaixo de uma tempestade, Smith cai ao mar e desaparece, e os restantes fugitivos acabam por se despencar no Pacífico, sobre um ilhéu vulcânico não cartografado e aparentemente desabitado. A Ilha Lincoln, assim batizada em honra do republicano Abraham Lincoln, era dividida em dois lados, um dos quais era árido, demonstrando erupção antiga do vulcão. O outro lado era coberto por espessa floresta.
Os colonos, pois colonizaram a ilha até então desconhecida, construiram ali uma civilização, com tudo que há direito, e enfrentaram diversos perigos, tais uma invasão de piratas à ilha, em que sempre contaram com uma ajuda misteriosa.
Vale a pena ler, mas antes leia os livros acima citados, para entender melhor a história e o jeito Júlio Verne de escrever.
Leia também a biografia do autor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Viagem ao Centro da Terra - Júlio Verne

Viagem ao centro da Terra é narrada por Axel, um jovem alemão, sobrinho de um ilustre geólogo, o Dr. Otto Lidenbrock, que juntos realizaram uma grandiosa viagem às profundezas subterrâneas do planeta Terra.
No ano de 1863, pleno século XIX, o Dr. Lidenbrock, professor, geólogo alemão, depois de ter encontrado um manuscrito, escrito em código, de um antigo alquimista islandês do século XVI, descobriu que este foi ao centro da Terra.
Querendo também realizar tal feito “impossível”, ele e o seu sobrinho Axel, partiram para a Islândia com o intuito de penetrar no interior da crosta terrestre e chegar ao centro da Terra. Como vinha referido no misterioso manuscrito, a entrada para o interior da Terra era feita a partir de uma cratera de um vulcão na região ocidental da ilha da Islândia, o Sneffels.
Depois de chegada à Islândia, o Dr. Lidenbrock contratou um caçador islandês, Hans, para servir de guia até ao vulcão e de ajudante na sua longa jornada no interior da Terra.
Já abaixo da superfície terrestre, estes três homens desceram corredores e galerias, passando por vários obstáculos e peripécias, como por exemplo falta de água, até que chegaram a uma galeria de dimensões colossais que continha no seu interior um oceano, ilhas, nuvens, e até mesmo luz, gerada por um fenômeno eléctrico desconhecido. Para além destas características ainda possuía outra, mais chocante, existia vida naquele mundo paralelo ao mundo superficial, vida que na superfície era considerada já extinta há muitos milhares de anos, que ia desde dinossauros ao homem das cavernas.
Os exploradores tiveram de construir uma jangada para viajar naquele oceano que parecia não ter fim. Resistiram a uma tempestade de vários dias que os levou à margem oposta do oceano, onde encontraram a passagem para o centro da Terra, mas estava bloqueada por um desabamento de terras recente. Segue-se um conjunto de aventura que resultam neles sendo espirrados para fora da Terra. Quando estabeleceram contacto com os habitantes locais, descobriram que tinham saído no vulcão Stromboli, localizado a norte da Sicília. Ou seja, percorreram mais de cinco mil quilômetros nesse mundo paralelo
Digo sempre que após ler um livro do Verne, você terá aprendido algo!
Leia também a biografia do autor.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Vinte Mil Léguas Submarinas - Júlio Verne

Verne, em Vinte Mil Léguas Submarinas, consegue criar um submarino, o Náutilus, completamente autônomo do meio terrestre, movido somente a eletricidade. O engenheiro, dono e capitão de tal feito, é o capitão Nemo (uma figura peculiar e muito misteriosa), ele e a sua tripulação cortaram todas as relações com os continentes e com a humanidade. Vivem somente do que o mar lhes dá, a comida, a matéria prima que necessitam para a produção de electricidade, tudo vem do mar.
Mas a humanidade não conhece a existência desta obra prima de engenharia que o capitão Nemo criou em segredo, e, quando este com ou sem intenção, começou a provocar estragos em navios e embarcações, o mundo começou a temê-lo, imaginando-o como um monstro marinho, um narval gigante, começando assim a caça à quimera.
Professor Aronnax, naturalista francês, Conseil, seu criado, e Ned Land, arpoador exímio de nacionalidade canadiana, partem no navio Abraham Lincoln da marinha norte-americana, juntamente com toda a sua tripulação, com o intuito de caçar este monstro e livrar os mares de tal aberração.
No contato com o monstro, o Abraham Lincoln é danificado até ao ponto de não conseguir prosseguir viagem. Aronnax, Conseil e Ned Land, são atirados ao mar onde são recolhidos pelo submarino, e assim feitos prisioneiros, mas com a liberdade de poderem andar à vontade neste navio que navega abaixo do nível do mar.
Abordo do Náutilus descobre-se o motivo para o capitão Nemo abandonar a terra de vez, bem como muito a respeito de sua personalidade.
Durante vários meses, o Náutilus percorreu dezenas de milhares de quilômetros sob as águas, passando por variadíssimos lugares e peripécias. O título do livro se refere a essa distância, usando a unidade arcaica légua. Digo sempre que após ler um livro do Verne, você terá aprendido algo!
Leia também a biografia do autor.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Biografia Júlio Verne

Nascido em 8 de fevereiro de 1828, Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos do advogado Pierre Verne, e Sophie Allote de la Fuÿe. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua, invenções distantes de sua época.
Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo (compondo o que é na minha opinião a fina flor da literatura francesa).
Em 9 de Março de 1886, seu sobrinho Gaston deu dois tiros contra o autor, quando este chegava em casa na cidade de Amiens. Um dos tiros o atingiu no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que seu sobrinho tenha cometido o atentado, mas ele foi considerado louco e internado em um manicômio até o final da vida.
Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, sua principal preocupação naquela época. Continuou sua obra até a sua morte em 24 de Março de 1905. O seu filho Michel editou seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que estavam faltando, após a morte do pai.
As maiores obras do autor são as chamadas viagens extraordinárias, sendo as mais famosas: “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Viagem ao Centro da Terra” e “Vinte Mil Léguas Submarinas”. Mas o autor tem mais de 40 livros publicados.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne

Até hoje, tudo que li do Júlio Verne, eu gostei. Mas esse, que foi o eu primeiro é o meu preferido.
Phileas Fogg é um cavalheiro dinamarques (apesar de parecer um típico inglês), um tanto quanto solitário e sereno, que mora em Londres e tem uma rotina inalterável: acorda pela manhã, faz a barba, desjejua e parte para o clube onde se encontra com os colegas todos os dias, é também lá que ele almoça e vai ler os principais jornais da capital inglesa, numa rotina infalível, com a devida pontualidade britânica. À noite, reúne-se com os colegas para a tradicional partida de Uíste (jogo de cartas para duas duplas, ancestral do Bridge) e para comentar os assuntos do dia. À meia-noite, pontualmente, volta para casa. E assim se segue até o fatídico dia da aposta.
No dia 2 de Outubro de 1872, Fogg estava à mesa a jogar seu carteado com os outros membros do Clube Reformador, como de hábito. Eis que surge um assunto novo, acerca do roubo acontecido em um banco londrino, dias atrás. Sentados à mesa, os jogadores especulam a respeito do paradeiro do gatuno. Fogg, até então quieto, comenta que o referido ladrão poderia estar em qualquer lugar do mundo, afinal este já se tornara suficientemente pequeno para que qualquer um lhe desse a volta em oitenta dias. Seus colegas dizem que tal façanha seria impossível, e que Fogg não estava levando em conta os possíveis imprevistos que tal empreitada traria consigo. Fogg não arreda o pé e, impassível, diz que ele mesmo o faria. Travam então uma aposta de 20 mil libras e Fogg decide partir no mesmo dia. Estaria de volta no dia 21 de Dezembro do mesmo ano.
Partem então ele e seu criado Jean Passepartout, que acabara de ser contratado e, atônito, seguia todas as orientações de seu amo. Pegam um trem para o sul da Europa, e de lá, um vapor para Suez, na África. No seu encalço, entretanto, segue um detective inglês, convicto de que havia sido ele quem roubara o banco londrino! O detective Fix segue Fogg e seu criado até Suez, possessão inglesa, à espera de um mandado de prisão de Phileas Fogg, para garantir uma recompensa oferecida pela polícia inglesa. O mandado não chega e Fix é obrigado a segui-los até que consiga a ordem de prisão. Fogg e Passepartout pegam outro navio em Suez com destino a Bombaim, cidade na costa oeste da Índia. Fix continua a segui-los de perto, crente de que fora Fogg quem roubara aquele banco.
A viagem trascorre cheia de transtornos e surpresas.
Em território estadunidense, já não há como o detetive prender Fogg, já que se encontram fora de área sob jurisdição inglesa, em São Francisco todos pegam um trem para Nova Iorque, na recém-inaugurada ferrovia que corta os EUA de oeste a leste. Chegam atrasados a Nova Iorque, tendo perdido o navio que partira de lá para Liverpool, mas Fogg consegue alugar um navio que os levaria até a costa inglesa. Quando chegam ao Reino Unido, ainda em tempo de Fogg ganhar a aposta, Fix dá ordem de prisão a Phileas Fogg, e leva-o para a prisão.
Descobre-se que o verdadeiro ladrão já havia sido preso há três dias, e após algumas horas Fogg é solto. Partem em correria para Londres, mas chegam cinco minutos atrasados e nem passam pela frente do clube. Fogg descobre, no dia seguinte, que ainda havia tempo para ganhar a aposta. Ao contornar o mundo indo sempre para leste, Fogg havia ganhado um dia de vantagem, o que não havia notado. Seus colegas ainda o esperavam no salão no Clube Reformador no horário combinado, quando Phileas Fogg chega, faltando poucos segundos, e ganha a aposta!
Digo sempre que após ler um livro do Verne, você terá aprendido algo!
Leia também a biografia do autor.