sábado, 26 de dezembro de 2015

O Incêndio de Troia - Marion Zimmer Bradley

Entre 2010 e 2013 eu lia um livro de Marion a cada mês. Comecei com A Senhora da Magia e os demais das Brumas de Avalon, logo depois comecei a série Darkover, com A Rainha da Tempestade, e me apaixonei pelo estilo da autora, rapidamente comprando todos os quarenta livro dela que foram traduzidos no Brasil e mais alguns no original em inglês. Por causa dela, eu comecei a ler em outro idioma. Por algum tempo ela foi isolada, a minha autora preferida. Aí, naturalmente, depois de já ter lido mais da metade, diminuí o ritmo e passei a encontrar obras menos boas entre seus títulos, perdendo um pouco do encanto por ela.
Depois de 2013, deixei três livros dela por ler, achando que não seriam grandes coisas. Me enganei com todos. Foram eles: The Flame in Hali, O Salto Mortal e O Incêndio de Troia.
Agora, feita essa leitura, realmente devo ficar muito tempo ser ler Marion, até que eu queira reler algum dos que já tenho, ou comprar um dos não traduzidos nos Estados Unidos.

Nesse livro estamos no melhor do estilo MZB, um romance histórico com batalhas e disputas de poder. Ha também a recorrente luta das mulheres por seu espaço em sociedades machistas.
Marion faz uma releitura da lenda da Guerra de Troia, narrando a história do ponto de vista de Kassandra, princesa de Troia, irmã de Páris e Heitor. Quando criança, ela tem visões perturbadoras e se sente chamada para ser uma sacerdotisa de Apolo, o deus Sol. Entretanto, seus pais a reprimem e exigem torná-la submissa como devem ser as troianas.
No começo da adolescência, ela consegue ser mandada para passar alguns anos entre as amazonas, a tribo de sua mãe. Com elas, Kassandra é treinada nas armas e na luta, mas tem de retornar à Troia para o velho embate com os pais, até que consegue se tornar sacerdotisa.
Porém, nessa época, a guerra já se avizinha, e o clima é tenso.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Duma Key - Stephen King

Edgar Freemantle é um rico empresário do norte dos Estados Unidos. Casado, bem sucedido e com duas filhas criadas, ele chega à meia idade com tudo que precisa para ser feliz. Até que sofre um acidente que muda sua vida.
Ele é atropelado por um imenso guindaste. Atropelado não é o termo ideal, porque ele estava a bordo de sua grande picape; mas o fato é que o guindaste faz picadinho dele e do veículo.
Edgar quebra vários ossos, tem lesões cerebrais e perde todo o braço direito.
A partir daí ele mergulha em um círculo de raiva inexplicável e incontrolável. Sua recuperação é difícil e dolorosa, e seus acessos de raiva não ajudam em nada. Na verdade, os acessos o prejudicam bastante, pois em mais de um momento, ele ataca a esposa, esfaqueando-a e estrangulando-a.
Chega um momento que ela não aguenta mais e toma a polêmica decisão de abandonar seu marido convalescente. Pior, ela pede o divórcio, pois tem direito a parte da empresa de 40 milhões de dólares que eles construíram durante sua vida juntos.
Nesse momento tão difícil, o terapeuta de Edgar recomenda uma terapia pouco ortodoxa conhecida como cura geográfica, em que o paciente muda radicalmente de ares para tentar superar seus problemas.
Assim, ele vai para Duma Key, uma ilhota na costa da Flórida, isolada do continente e quase deserta a maior parte do ano, exceto durante o inverno, quando lota com turistas tentando escapar do inclemente inverno do norte. Durante o resto do ano, há apenas mais dois moradores, a dona da maior parte da ilha, Elizabeth Eastlake, de 85 anos e mergulhando nos precipícios do Alzheimer e seu acompanhante/cuidador/único amigo, Jerome Wireman, um ex advogado que se torna o melhor amigo de Edgar em sua nova vida.
Edgar volta a pintar em Duma. Ele começa devagar, despretensiosamente, mas é aconselhado (e impelido) a voos mais altos. Rapidamente, pintar se torna uma atividade compulsiva e assustadora.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Noite Sem Fim - Agatha Christie

Agatha Christie aparece entre minhas leituras umas dez vezes ao ano. Ela disputa espaço com Stephen King, Marion Zimmer Bradley e Bernard Cornwell, como uma de minhas escritoras preferidas. Em geral, eu prefiro as aventuras de Poirot, mas também gosto muito das histórias com detetives menos badalados, como o Coronel Race. Só olhos com menos apreço para os livros da Miss  Marple...
Este, por outo lado, é uma exceção, pois não há nenhum detetive investigando o mistério.
A história é narrada por Michael Rogers, um jovem rapaz de origem pobre e não muito afeito ao trabalho. Ele viaja um pouco e descreve seu amigo, Santonix, um extravagante arquiteto, e um misterioso lugar, uma propriedade rural chamada As Torres, mas conhecida como Campo do Cigano. Segundo os vizinhos, o lugar seria amaldiçoado. Na verdade a sutil maldição é que ali acontecem acidentes.
Quando Michael e Ellie se apaixonam, muitos os criticam, pois ela é uma rica herdeira americana, e ele não tem ode cair morto. A despeito de toda a oposição, eles se casam, compram o Campo do Cigano e contratam Santonix para construir a casa dos sonhos.
A família de Ellie reprova a relação, mas aceita por depender dela financeiramente.
O mistério se instala quando Ellie misteriosamente morre em um acidente enquanto cavalgava pela propriedade.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks

Eu cometi o erro de começar a ler Nicholas Sparks por Querido John, que absolutamente não representa a obra do autor. Por isso, demorei bastante a ser convencido a ler outro de seus livros. Porém, a partir de quando me convenceram a ler A Última Música, passei a comprar satisfeito os livros do autor. Ele continua não sendo um dos meus preferidos, mas sempre que eu escolho um de seus livros para ler, tenho bons momentos de uma leitura fácil e divertida.
Sparks tem um jeito fluente de contar suas histórias, nos envolvendo nos dilemas e romances de seus personagens e fazendo o tempo voar.
Sempre sinto essa catarse literária quando o leio e mesmo assim me surpreendo.
Nesse livro, acompanhamos três vidas, a de Ira Levinson, um judeu de 91 anos que sofre um terrível acidente de carro durante o inverno e se vê preso dentro do carro no meio do nada, sendo gradualmente soterrado de neve, sem acesso a comida ou a água. Pouco depois do acidente, ele começa a ter visões de sua esposa, Ruth, falecida a nove anos. É essa presença que o mantém vivo DIAS... Ira e Ruth recordam momentos de seus longos anos juntos, uma vida de felicidade e de amor.
Acompanhamos também a vida de Sophia Danko, uma universitária de 21 anos que se muda de Nova Jersey para a Carolina do Norte. Ela sempre fora muito dependente dos pais e vivera uma vida limitada, mas na Universidade, passara a ser dona de seu nariz e senhora de suas decisões, por piores que elas fossem. Assim, é em um momento de coração partido que ela conhece nosso terceiro personagem, Luke Collins, um caubói boa pinta que já entra na história salvando a mocinha de um apuro.
Luke é um homem muito simples, muito apegado à sua mãe e à fazenda deles, um peão de boiadeiro, um homem do campo, acostumado a resolver os problemas com as próprias mãos, mas sem muita instrução.
Já é improvável que as vidas de Luke e Sophia se cruzem, quanto mais que eles engatem um promissor romance. Imaginem só a surpresa que é quando seus caminhos se cruzam também com os de Ira...

sábado, 28 de novembro de 2015

Pauliceia de Mil Dentes - Maria José Silveira

Há algumas semanas eu postei uma resena de um livro sobre o Rio de Janeiro. Este é sobre São Paulo. Ambos me foram dados pela mesma pessoa, em momentos diferentes, e se enquadram naquela categoria "eu jamais compraria", então só li porque caiu em minhas mãos. 
Quando falei sobre o Rio, disse que não gosto dessa ideia ufanista que os cariocas têm de sua cidade. Em Pauliceia de Mil Dentes, a autora se propõe a mostrar também o lado menos amado da cidade sobre a qual escreve, afinal, segundo ela, a cidade não é perfeita.
Já adianto que eu detesto a cidade. Morei lá entre 2013 e 2014, enquanto fazia mestrado e a cada vez que tinha que voltar era como retomar uma sentença de trabalhos forçados no inferno.
No último conto que publiquei, Quem tem Medo do Escuro, na coletânea King Edgar Hotel, da Andross Editora, minha personagem expressa a opinião que tem da cidade:
"Enquanto anda pelas ruas da metrópole, volta pensar que São Paulo sempre passa a ela uma impressão de estar suja, encardida até; e se lembrar de ouvir a cidade ser comparada a uma engrenagem em perpétuo movimento, pulsante de vida. Pra ela, mais parecia o movimento lento e repulsivo de um verme que se move em uma carcaça."

Isto posto, nem preciso dizer que o livro não me agradou. A prosa não é ruim, há uma boa fluência e a trama é bem bolada, mas o tema é enfadonho: a vida na metrópole.

sábado, 21 de novembro de 2015

Cidades de Papel - John Green

Lembro que uma vez uma amiga comentou que a J. K, Rowling é muito má. Ela estava lendo Morte Súbita e se referia ao desfecho de uma das personagens adolescentes. Na mesma época eu lia o livro final da trilogia dos Jogos Vorazes, e comentei com ela que a Suzanne Collins é que era malvada. Em ambos os casos, nos referíamos a maneira com o essas autoras sumariamente matalmpersonagens adolescente queridinhos dos leitores.
No mesmo padrão George R. R Martin de eliminar personagens, mas na categoria adolescente, está John Green, que nos brinda com com um casal adolescente tão interessante em A Culpa é das Estrelas que todos se surpreendem quando um paciente com câncer morre, e depois repete o feito em Quem é Você, Alasca?
Durante uma parte desse livro somos assolados por uma dúvida que me levou à reflexão dos parágrafos anteriores: seria Green um assassino de adolescentes?
Cidades de Papel conta a história do último mês no Ensino Médio de Quentin, um jovem nerd com poucos, mas ótimos, amigos que é vizinha da garota mais popular da escola, Margo Roth Spiegelman. Eles foram amigos durante a infância, mas se afastaram por volta dos nove anos.
Margo é a pessoal mais insolitamente única que se pode imaginar. Dada a aventuras, fugas e desafios, ela se mostra 100% segura de si e totalmente independente. Nem é preciso dizer que, embora ela aparentemente o ignore a anos, Quentin é apaixonado por ela.
A grande reviravolta acontece quando ela finalmente o envolve em uma de suas aventuras e depois some, deixando para ele dicas impossíveis de como encontrá-la.
Eu gostei muito dos outros liros do John Green, mas esse não parece ter a mesma qualidade. Ele começa bem e até ali pela página 80 pensei que seria tão bom quantos os demais, mas depois o nível cai sensivelmente.

sábado, 14 de novembro de 2015

Biografia de John Boyne

O dublinense John Boyne nasceu em 1971 e estudou língua inglesa no Trinity College e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, sendo, então um dos raros fenômenos editoriais com formação específica em escrita. Sua experiência literária foi aprimorada nos sete anos em que trabalhou em uma livraria.
Boyne começou a escrever aos 19 anos e fez-se publicar pela primeira vez em 2000, com O Ladrão do Tempo (lerei em breve!).
Ao longo dos anos, o autor lançou mais de quinze livros, entre romances e livros infantis; ele também vem colecionando prêmios, desde sua estréia, já acumulou cinco prêmios, o que é considerável, dado que sua carreira tem pouco mais de dezesseis anos, e — esperam os fãs — muito mais pela frente!
Seus romances costumam ter um cuidadoso plano de fundo histórico, e o autor consegue abordar com leveza temas polêmicos e levar os leitores à reflexão enquanto se entretêm com uma boa história.
O mais conhecido de seus livros é O Menino do Pijama Listrado, ambientado na Segunda Guerra Mundial, que adaptado com sucesso para o cinema, entretanto meu preferido entre seus livros é O Palácio de Inverno, ambientado no presente e no período da Revolução Russa.
Acredito que ainda podemos esperar grandes obras do escritor irlandês.

sábado, 7 de novembro de 2015

1356 - Bernard Cornwell

Tempos depois de finalizada a aventura do Graal, Thomas de Hookton continua na frança, comandando os Hellequins e lutando em nome do conde de Northampton, pela Inglaterra.
No ano de 1356, propriedades vêm sendo incendiadas por toda a França e a população está em alerta. O exército inglês, liderado pelo herdeiro do trono, o Príncipe Negro, está pronto para atacar, enquanto os franceses e seus aliando escoceses tentam emboscá-los.
Ha, entretanto, a lenda de uma arma que pode desequilibrar o conflito. É dada a Thomas a tarefa de encontrar essa arma, a espada de São Pedro, La Malice, um artefato poderoso que poderia dar a vitória a quem a possuísse.
É claro que Thomas não é o único que busca por essa espada mitológica. O cardeal Bessières, antigo inimigo de nosso arqueiro coloca em padre assassino em seu encalço.
Assim começa mais uma jornada de violência, batalhas,  traições, juramentos quebrados e mulheres surpreendentes, todas as melhores características de Cornwell, que nos brinda com suas reconstruções históricas, suas descrições de guerra e suas reviravoltas.

sábado, 31 de outubro de 2015

O Homem Invisível - H. G. Wells


Conheci H. G. Wells no ano passado, e já na primeira leitura, me tornei um fã. Li em pouco tempo A Ilha do dr. Moreau e  Máquina do Tempo, e pretendo relê-los algumas vezes. Em seguida li A Guerra dos Mundos, a coletânea de contos O País dos Cegos e, agora, O Homem Invisível. Desses três últimos, gostei menos, não tenho vontade de reler, mas não me arrependo de tê-los em minha biblioteca.
A crítica argumenta que nesse livro, Wells peca por falta de originalidade, por ser o tema da invisibilidade. Por outro lado, há quem argumente que a grande sacada do autor foi ter criado uma explicação e um contexto científico para o fenômeno, um característica de sua obra.
O fato é que a partir de sua publicação, cada novo homem invisível criado, seja em outros livros, em quadrinhos, na TV ou no cinema, deve honras a H. G. Wells e a seu livro do final do século XIX.
Na história, um misterioso homem chega a uma pensão em uma pequena cidade do interior da Inglaterra. Ele atiça a curiosidade de todos no local por sua aparência exótica e por seu comportamento arredio. Ele chega trajando sobretudo, botas, luvas, cachecol e chapel, indumentária comum no inverno britânico, se não fosse pelos óculos escuros e pelas faixas que lhe recobrem todo o rosto.
Apesar de ser bem recebido, ele se comporta de modo bem grosseiro, dispensando todas as atenções e todos os curiosos.
A princípio, ele parece bem disposto a gastar seu dinheiro na estalagem, mas à  medida que o tempo passa e que seus experimentos químicos falham, ele se vê sem capital e surta.
É a partir daí que descobrimos o homem invisível, sua inovadora pesquisa em física e os estragos que ele fez a si mesmo.

sábado, 24 de outubro de 2015

Maldito Juscelino - Pedro Cunha de Menezes

Esse é um daqueles livros que eu só leio porque ganhei de presente; caso tivesse tomado-o entre as mãos em uma livraria, não teria dado a ele um lugar nas minhas estantes. E teria sido muito bem feito, porque não vale a pena por dinheiro nisso.
O livro traz, já em seu prefácio, a pachorrenta afirmação: "A trama do romance Maldito Juscelino envolve crime, suspense e violência. Classificar o livro como um representante do gênero policial, entretanto, seria um equívoco só permitido aos cegos." E continua dizendo que "sua história objetiva prender e agradar a todos os leitores", ou seja, não se filia a nenhum gênero nem consegue qualidade para se enquadrar em nenhum estilo, o autor atira solto para acertar qualquer alvo.
E erra, pois a narrativa é enfadonha, a premissa é fraca e o livro como todo é um fiasco.
Deixo aberto a questão de ser ou não um romance policial, mas garanto que é sobre uma cidade infestada pelo crime (o verdadeiro Rio de Janeiro), sobre policiais e sobre traficantes.

sábado, 17 de outubro de 2015

Star Wars - George Lucas, Donald F. Glut e James Kahn

Eu já disse mais de uma vez para uma amiga que resistia em assistir aos filmes da franquia Star Wars: o mundo se divide entre os que não conhecem a série e aqueles que a adoram. 

[Esse post é direcionado aos fãs da série cinematográfica e contém spoilers]

Lembro-me de procurar por anos nas livrarias brasileiras os livros originais das trilogias e nada achar. Recentemente, a Darkside nos premiou com edições especialíssimas da série original.
O volume é dividido em três partes, os episódios IV, V e VI, e cada uma é precedida por um prefácio de George Lucas, o criador da saga. Segundo ele, os livros são basicamente a narrativa em forma literária dos roteiros dos filmes. No primeiro prefácio ele adverte que, embora os roteiros sejam de sua autoria, ele usou ghostwriters para publicar os livros.
O primeiro livro, Uma Nova Esperança, foi publicado pouco antes do lançamento do filme, e até esse momento fizera apenas um sucesso discreto. Sua história começa em uma galáxia muito distante, em um passado remoto, quando a Velha República fora substituída pelo Império Galático.
Nesse início, cerca de vinte anos após o golpe que levara o senador Palpatine à Imperador, o Império enfrenta uma rebelião pequena mas persistente, que demanda esforços do principal braço do Imperador, o Lord Sith, Darth Vader.
Vader se apresenta como uma figura temível: um homem enorme todo recoberto por uma enigmática armadura negra; sua respiração é marcada por chiados da máscara de seu capacete e sua ira é famosa por ser destrutiva.
Em um planeta distante, Luke Sywalker é sugado para dentro dos planos da Aliança Rebelde que planeja derrubar o imperador, em uma trama ágil, ele é confrontado com Darth Vader e se descobre um Jedi em potencial.

Na segunda parte, O Império Contra-ataca, as tropas imperiais rastreiam os rebeldes e retaliam, procurando neutralizar a ameaça através da destruição de uma de suas bases e de parte de suas tropas. Darth Vader pessoalmente, intenta uma perseguição à Millenium Falcon, nave de Han Solo, onde ele pensa estarem a princesa Leia e Luke.
Em contrapartida, Luke escapa do ataque e alcança um planeta pantanoso e isolado, onde mora o Yoda, mestre jedi que o treinará.

Na terceira parte, O Retorno de Jedi, vemos a conclusão de uma saga. O fechamento da segunda trilogia, a conclusão de uma peça em 6 atos.
Luke deve enfrentar Vader e encarar o Imperador. Os rebeldes intentam um último e massivo ataque ao coração do império. Leia e Han lutam lado a lado e caminham para um romance. Mas Darth Vader deve, também, ter sua conclusão.

sábado, 10 de outubro de 2015

Os Pilares da Terra - Ken Follett

Eu conheci os livros de Ken Follett depois que ele lançou Queda de Gigantes, e até então só tinha lido os três livo que compõem a trilogia O Século, embora soubesse da fama de seus thrillers. Também sabia que seu romance histórico Os Pilares da Terra havia alcançado status de clássico; mas só recentemente, quando ganhei uma bela edição desse best seller é que resolvi lê-lo.
O plano de fundo histórico desse livro é a Inglaterra do século XII, quando os normandos já haviam invadido e conquistado a ilha e se estabelecido no trono. Após quase cem anos de hegemonia normanda e de sucessões ordinárias, eis que um rei morre sem deixar herdeiros evidentes. Quando Henrique I morreu, em 1135, seus único filho legítimo e dois de seus bastardos haviam naufragado para a morte há 15 anos. A disputa pelo direito ao trono que se seguiu ficou conhecida como anarquia e mergulhou o país em décadas de guerra civil, incerteza e injustiça.
Em meio a isso, Tom Construtor perde seu emprego como chefe da construção da casa do filho do Lorde de Hamleigh. Ele se vê vagando pelas estradas com sua mulher grávida e seus dois filhos em busca de emprego e, com o tempo, de caridade para conseguir comida. Sua situação só fica pior quando a mulher morre durante o parto e ele tem abandonar seu filho recém nascido para ser criado em um mosteiro.
Paralelamente, William Hamleigh assiste a honra de sua família ser arrastada pela lama após ser recusado pela filha do conde Bartholomew. Por duas semanas, ele vê pai andar de cabeça baixa e sua mãe vomitar impropério sobre a moça e sobre ele. A situação só parece melhorar quando ele descobre que o conde está envolvido em uma conspiração para tirar do trono o rei Estevâo, coroado a pouco com o apoio da Igreja, embora o falecido rei tivesse manifestado que sua vontade era que sua filha Matilde fosse a herdeira.
Embora extremamente avesso ao mundo secular e à política, Philip, o monde a quem havia sido confiado a tarefa de prior de um mosteiro problemático no meio da floresta, se vê arrastado para o meio da disputa de sucessão quando recebe a informação que um monarca contrário aos interesses da igreja poderia ser conduzido ao trono.
Todos esses personagens têm suas vidas entrecruzadas em um novelo que tem como centro o priorado de Kingsbridge.

sábado, 3 de outubro de 2015

Getúlio 1882 - 1930:dos anos de formação à conquista do poder - Lira Neto

O tarimbado biografista Lira Neto diz que se espantava por não haver ainda uma exaustiva biografia da mais importante figura política da história do Brasil. Assim, lançou-se de corpo e alma na busca por informações, documentos e fontes sobre a vida do homem que por mais tempo esteve à frente de nosso país.
A narrativa é um primor. Somo levados de cá para lá nas idas e vindas do texto, que não poupa regressões e avanços para traçar o rumo da vida do jovem Getúlio. Essas regressões, que em mãos menos hábeis poderiam ser um fracasso, se tornam a alma do livro.
Ao iniciar com a história de sua juventude e de seus pais, Neto busca jogar luz sobre algumas características peculiares do gaúcho. Em certa parte, o livro passa a ser quase que sobre a história do Rio Grande do Sul, tamanho o embrenhamento da família Vargas na política local, tendo Getúlio exercido altos cargos, eletivos e de carreira.
Nesse primeiro volume, conhecemos o ambiente formativo do presidente, o meio republicano (em pleno fim de monarquia) e positivista em que ele foi educado. Vemos, nessa parte, a fonte de alguns ideias que comporiam a contraditória personalidade do líder gaúcho.
Avançamos, com o texto, à vida adulta de Getúlio, como ele constituiu família, como ele se relacionava com as esposa e os filhos, como participava de sua educação. Getúlio teve 5 filhos (3 meninos e 2 meninas) com a esposa Darcy Vargas.
Somo levados como que testemunhas pelo caminho de sua ascensão política, de Deputado Estadual a Deputado Federal e a Governador de seu estado. Seguimos pelas tortuosas trilhas que levam o político gaúcho ao maior cargo do país.
Perto do final do livro, o autor muda o estilo, passando a se valer amiúde de trechos de cartas, telegramas e bilhetes dos personagens históricos envolvidos, o que tira um pouco a fluência da narrativa, mas concede ao livro um charme diferente.

Já estão publicados os dois volumes que completam essa biografia e eu espero lê-los em breve para comentar aqui.

sábado, 26 de setembro de 2015

Trilogia Fundação - Isaac Asimov

Isaac Asimov é um nome de peso no universo da literatura de ficção científica. Seus livros sobre robôs e suas distopias são parâmetros entres os autores e os fãs do gênero. Recentemente, foram republicados os livro da série Fundação. Aqui, falarei sobre os três livros que constituem a trilogia original: Fundação; Fundação e Império e Segunda Fundação.

No primeiro livro, somos apresentados ao universo em que a psico-história, uma ciência estatística criada por Hari Seldon consegue prever acontecimentos em larga escala.
O próprio Seldon prevê a queda do poderoso Império Galático. O problema é que as autoridades não dão crédito à previsão, de modo que cabe a Seldon e um grupo de cientistas bolar o plano de reconstrução, pois a destruição é inevitável.
Assim e criada a Fundação: o modelo para recriar a civilização. Na Fundação está reunida a síntese dos conhecimentos humanos necessários para a reconstrução.
As previsões de Seldon são tão precisas que ele determinou quando iniciar os "contra-ataques" para as grandes provações que a nova civilização enfrentaria.
O segundo livro se divide em das partes, na primeira vemos como o Império tenta extirpar a Fundação, que consideram uma ameaça para seu poderio. Na segunda, já após a queda do Império, a Fundação tem que enfrentar o ataque de vários rebeldes dissidentes do antigo Império; sendo o pior deles o líder rebelde conhecido como O Mulo.
No terceiro livro, é retratada a luta final da Fundação contra o Mulo e o encontro com o pior dos desafios, uma Segunda Fundação, também criada por Seldon pra sobreviver a qualquer custo.

sábado, 19 de setembro de 2015

A Flame in Halli - Marion Zimmer Bradley & Deborah J. Ross

Já há um bom tempo eu não publico nada sobre a série Darkover, mas quis fazer um fechamento com o último livro da Trilogia do Fogoaderente (em tradução livre). Embora seja parte de uma trilogia e esta por sua vez parte de uma série maior, os livro de Marion se constituem em si mesmo obras completas, ou seja, podem ser lidos separadamente e fora da ordem (de publicação e/ou cronológica).
Este livro, especificamente, se situa na chamada Era do Caos, um período antes da Aliança, em que o planeta do sol vermelho era dividido em vários pequenos reinos sempre em guerra uns com os outros e as torres fabricam todo tipo de armamento de laran.
Falado na Aliança, esse livro é em parte sobre ela. O rei Carolin Hastur já criou um pacto em que os que assinam se comprometem em não mais criar armamento de laran, nem utilizar em batalhas qualquer tido de arma que não exponha o agressor ao mesmo risco de seu oponente.
É desnecessário dizer que a Aliança gera discordância e discussão entres o líderes de Darkover.
Aproveitando o distúrbio criado pelas discussões sobre a Aliança, Eduin Deslucido usa sua influência para geral revoltas populares que acobertem as etapas de seu plano para executar o rei Carolin e seu mais fiel amigo, o Guardião Varzil Ridenow, ou Varzil, o Bom.
O conflito que se instaura toma proporções suficientes para convencer aos céticos a aderir à Aliança, mas será o suficiente para por Darkover em segurança? Conseguiram Carolin e Varzil escapar ilesos?


sábado, 12 de setembro de 2015

Insonia - Stephen King

Não consigo imaginar castigo pior do que a privação do sono.
Revirar-se na cama a procura do descanso negado, deitar-se sabendo das poucas horas de paz que desfrutará, passar o dia com as baterias descarregadas, e sabendo que na noite seguinte também será privado do mais precioso sono...
É essa a mazela que tem que enfrentar Ralph Roberts, pouco depois de ficar viúvo. Sua esposa agonizara até que um câncer o cérebro levou a melhor. Cerca de um mês depois, Ralph começa ter o distúrbio de sono. Gradativamente ele passa a acordar mais cedo. Dez minutos mais cedo em um dia, onze no outro, quinze na outra semana, até que, seis meses depois, ele passa a conseguir dormir apenas três horas por noite.
Nesse período, ele tenta vários remédios populares para por em dia o seu sono, e nada funciona. Ele tentar ir dormir mais tarde, ou mais cedo, e também não obtém resultado...
A cada dia ele sente mais e mais os efeitos da falta de sono, até que começa a ter algumas alucinações sem importância, com halos de luz colorida nas pessoas.
Paralelamente ao avanço de sua insônia, Ralph tem que lidar com os problemas de um amigo, Ed Deepneau. Ed é o cara mais calmo, mais pacato e inofensivo que se pode imaginar. Leva sua vida de modo ordinário, do trabalho para casa, com a esposa e a filha bebê. Nunca havia chamado a atenção e fora de grande consolo durante a doença da esposa de Ralph, mas cerca de seis meses antes de ela morrer, Ralph vê o amigo se comportando de uma maneira particularmente assustadora. E cada vez mais assustadora.


sábado, 5 de setembro de 2015

A Travessia - William P. Young

Lembro-me de ter adorado a leitura de A Cabana, mesmo sendo de temática explicitamente cristã.
Por isso resolvi comprar e ler também A Travessia, do mesmo autor. Embora não tenha alcançado o mesmo sucesso de seu predecessor, o livro é razoavelmente bom.
É a história de Anthony Spencer, um egocêntrico milionário que dedica a vida a infernizar aqueles ao seu redor, incluindo sua família.
De uma hora para outra, Spencer sofre um derrame cerebral a vai a coma. Quando acorda, ele se vê preso em um mundo espiritual habitado por um estranho que se diz ser Jesus e uma idosa que se diz ser o Espírito Santo.
Confrontado com a atmosfera de mágoa e tristeza que ele cultivou a vida toda, ele é levado, por diálogos filosóficos e reflexivos permeados por dogmas cristãos, ao arrependimento e a um pedido por uma nova chance.
Seu pedido é atendido de um forma peculiar. Ele é, então, levado à Terra onde experimentará uma comunhão, inédita em sua vida, com pessoas desconhecidas, em uma situação de sofrimento e superação.
Na busca por redenção, Spencer deverá escolher como usar o poder que lhe foi confiado: curar uma única pessoa.

sábado, 29 de agosto de 2015

A Inquilina de Wildfell Hall - Anne Brontë

Há cerca de um ano, eu li O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë e me apaixonei pela história, embora tenha detestado a tradução da Martin Claret. De fato, detestei tanto que antes de terminar a leitura, comprei a edição em inglês. Esse livro vinha com um romance de cada uma das três irmãs Brontë (Jane Eyre de Charlotte e Agnes Grey de Anne).
Depois de ler um livro de cada irmã, me tornei fã incondicional!
Venho, desde então, procurado por mais livros delas. É uma pena Emily só ter escrito um e Anne dois.
Outra lástima é a dificuldade para se encontrar (boas) traduções das obras das Irmãs Brontë. Por isso, tive que apelar também para uma versão britânica de A Inquilina de Wildfell Hall.
A história se passa, como de hábito, em uma comunidade rural da Inglaterra vitoriana, e gira entorno de Helen, a misteriosa nova moradora de Widfell Hall. Ela chega à propriedade com seu filho, alegando ser viúva.
Helen mantém a si a seu filho com os quadros que pinta e vende, e embora seja muto pacata e de fácil convívio, começa a ser alvo de maliciosos comentários devido a seus hábitos reclusos.
A situação se complica quando um morador local, o narrador, se apaixona por ela, a despeita da sutil relação que já mantinha com uma moça local. Para calar as suspeitas e aquietar seu correspondido admirador, ela entrega a ele seu diário, em que relata a sua traumatizante relação conjugal.
Embora a maior parte do livro seja constituída da leitura do diário de Helen, minha parte preferida é o início, suja chegada à nova região.

sábado, 22 de agosto de 2015

Biografia de H. G. Wells

Eu conheço pelo menos dois grandes autores que nasceram em 21 de setembro, um é Stephen King, que nasceu em 1947, o outro é H. G. Wells, nascido em 1866, em Bromley, Inglaterra.
Wells foi outro escritor que, de origem pobre, prosperou com a pena.
Nascido em um distrito de Londres, Herbert George Wells, foi aprendiz de um negociante de panos, labutou por muito tempo para ter condições de bancar o próprio estudo até conseguir uma bolsa na Escola Normal de Ciências, em Londres, onde estudou biologia. Wells chegou a trabalhar sob a orientação de T. H. Huxley, conhecido como buldogue de Darwin por sua ferrenha defesa da teoria da evolução (foi também avô de Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo).
Wells certamente aproveitou muito de sua formação acadêmica para desenvolver o plano de fundo de seus romances e contos sobre ficção científica, mas é sempre bom lembrar que ele também foi muito produtivo em artigos e livros científicos bem como em livros didáticos. Sem dúvida é seguro afirmar que sua genialidade narrativa ficou bem registrada.
É triste, entretanto, a análise de sua produtividade do ponto de vista da literatura, pois, foram poucos os romances que ele deixou, tendo parado cedo e se dedicado apenas à ciências. Seus mais famosos livros são A Máquina do Tempo (1895), A Ilha do Dr. Moreau (1896), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898). Tendo vivido mais 50 anos depois de sua publicação, para mim, a obra prima do autor foi A Ilha do Dr. Moreau, auge literário de sua carreira.

sábado, 15 de agosto de 2015

O País dos Cegos e Outras Histórias - H. G. Wells

Pensar em H. G. Wells é pensar em imaginação.
Imagine-se como o único vidente e um país de cegos. Seria você rei, como sugere o ditado "em terra de cego quem tem um olho é rei"? Mas e se os cego, após gerações e gerações de cegueira, tivessem desenvolvido métodos novos para organizar sua sociedade? Se tivessem levado a visão a um status supérfluo? Se não compreendessem o conceito de enxergar? É esse o cenário do primeiro conto do livro.
No segundo, somos confrontados com a hipótese de uma estrela se colidir com o distante planeta Netuno. Que efeitos sofreríamos na Terra? Como os Marcianos avaliariam a situação?
E como seria descobrir-se no campo de batalha com uma infantaria tradicional a enfrentar os primeiros tanques de guerra?
Imagine também um jovem que encontra um diabólico velhinho com planos de imortalidade oferecendo sua herança a qualquer jovem saudável e talentoso.
Qual o menino que não adoraria entrar em uma loja de mágica? Mágica de verdade? Coelhos surgindo da cartola, bolas de vidro aparecendo do nada, trenzinhos que se movem ao comando da voz, soldadinhos de chumbo que se movem ao comando do general. E qual pai não adoraria uma loja que não cobrasse por seus brinquedos?
A imaginação de Wells se estende também para o longínquo e selvagem Brasil, onde formigas de 5cm estão consolidando um império, banindo os moradores e destruindo todo o país.
E se fosse possível um medicamento que acelerasse o metabolismo a ponto de colocar-nos em uma velocidade diferente do resto do mundo, como se houvéssemos parado o tempo? Seria possível realizar trabalhos complicadíssimos em minutos, percorrer longas distâncias em segundos, dormir menos de meia hora por dia... mas, e quanto às complicações biológicas de tal alteração?

A imaginação de Wells parece ser infinita!

sábado, 8 de agosto de 2015

Morte no Nilo - Agatha Christie

Os livros de Agatha Christie são publicados no Brasil por várias editoras, sendo a Nova Fronteira a que mais se destaca. Em 2014, a editora anunciou novas edições, mais luxuosas do que as versões econômicas em que encontramos as histórias da Rainha do Crime. As novas edições são em capa dura e em papel amarelado, e devem abranger mais títulos da autora nesse nos próximos meses.
Este é um dos livros que mostram a influência do segundo casamento da autora com o arqueólogo Max Mallowan, com quem viajou o mundo e se aventurou no mundo das escavações arqueológicas.
Na história vemos como a linda herdeira Linnet Ridgeway "rouba" o noivo de sua melhor amiga e passa a ser perseguida por essa amiga. Teria a jovem milionária ido longe demais?
Em sua viagem de lua de mel, num cruzeiro pelo rio Nilo, o casal encontra e reencontra várias vezes com a mulher abandonada. Haveria algo mais perigoso do que uma mulher abandonada, uma amiga traída? É o que Linnet se pergunta quando falha uma tentativa de tirar sua vida.
O triste é que ela não tem tempo para refletir mais sobre o tema, pois a segunda tentativa não falha, e ela é encontrada morta com um tiro na cabeça logo após ter o marido baleado e ferido gravemente pela mesma arma.
Cabe a Hercule Poirot, de férias, e ao Coronel Race descobrirem...

sábado, 1 de agosto de 2015

Novembro de 63 - Stephen King

A mídia e a crítica tendem a definir os livros de King pelo fatores mais polêmicos em suas histórias. Assim, é comum se dizer que este é um livro sobre viagem no tempo. Eu, por outro lado, costumo pensar diferente: quem lê King assiduamente, percebe certas repetições e um estilo geral de construção da trama e de condução da narrativa, de modo que Novembro de 63, para mim, é a história de uma aventura vivida pelo professor de inglês Jake Epping.
Jake teve um aluno em um curso supletivo que mexeu muito com ele, Harry Dunning que fora espancado e assistira a mãe e os irmãos serem assassinados pelo pai quando criança. A história da vida desse aluno impressiona Jake e, anos depois quando ele é apresentado a uma fenda que é capaz de levá-lo ao ano de 1958, ele enxerga ali a chance de mudar o destino de seu ex-aluno.
Em 2011, seu amigo Al apresenta a ele a fenda que pode transportá-lo para 53 anos no passado. Al relata que vem usando esse escape como férias ha muitos anos, mas que recentemente, após descobrir um câncer de pulmão inoperável, ele decidiu usar essa "ferramenta" para fazer algo de útil: salvar a vida de John Kennedy, o presidente americano assassinado em 1963.
Segundo Al, salvando Kennedy, a história seria alterada em um efeito borboleta a curto e longo prazo. Por exemplo, com Kennedy vivo, poderia-se evitar também o assassinado de Martin Luther King, líder do movimento pela igualdade nos Estados Unidos na mesma época. Outro efeito desejado era evitar a participação americana na guerra do Vietnã.
Jake, que acabara de se divorciar e estava com poucas razões para se prender ao presente, decide tentar, e de quebra salvar a vida da família Dunnig.

O último livro de King que eu tinha lido foi A Coisa, que se passa na fictícia cidade de Derry, no Maine. Foi, então agradável reencontrar a temerosa cidadezinha, ainda que ela apresentasse para Jake uma faceta inóspita. (Aparentemente, Derry volta a ser palco da imaginação do autor em Insônia, que pretendo ler em algumas semanas.)

Por fim um comentário sobre a edição, que foi preparada pela Suma de Letras ficou uma graça: eles aproveitaram a capa americana, que exibe na frente uma página de jornal relatado a morte de Kennedy e no verso a mesma matéria, anunciando que o presidente escapara ileso do atentado. Além disso, as páginas do jornal são texturizadas, áspera na parte amarelada e lisa na parte vermelha.

sábado, 25 de julho de 2015

Beemote: a revolução - Scott Westerfeld


Como vimos em Leviatã: a missão secreta, a série se enquadra no estilo steampunk, em que a história se passa num passado que já contava com as tecnologias de hoje. Temos como contexto a Primeira Guerra Mundial, em que a Europa se dividiu ente os aliados da Alemanha (Tríplice Aliança) e os aliados da Inglaterra (Tríplice Entente). O autor mantém alguns fatos histórico inalterados e muda a interpretação de outros, mas a principal alteração está nas tecnologias disponíveis e utilizadas no conflito. 
Esse segundo livro se inicia logo no final do primeiro, e o aeromonstro Leviatã continua se dirigindo ao Império Otomano para uma missão diplomática. A guerra estourou e está em curso, revirando a Europa. A Tríplice Aliança, chamada de Mekanistas, desenvolve máquinas bélicas surreais e a Tríplice Entente, chamada de Darwinistas, se utiliza de engenharia genética para misturar espécies e gerar monstros híbridos como armamentos.
Alek e Deryn estreitaram sua amizade, mas é chegada a hora de eles se separarem, pois o Império Autro-Húngaro se juntou à guerra contra a Inglaterra.
Entretanto, a cientista, Dra. Nora Barlow, não tem a menor intenção de deixar que Alek, o herdeiro do Império Autro-Húngaro deixe de exercer sua influência no caminho da paz e da aliança com os Darwinistas.
Além do aeromonstro Leviatã, conhecemos outro poderoso personagem do arsenal zoológico de armas inglesas, o Beemote, um kraken de proporções inimagináveis que dá suporte marítimo às operações liderados do Leviatã.

Um detalhe é que, a despeito das belas ilustrações que completo o livro a cada capítulo, as capas da série ficaram notoriamente feias.

sábado, 18 de julho de 2015

Quem é Você Alasca - John Green

Intrigante e inquietante, este livro é tipicamente John Green.
Dos dilemas adolescentes que parecem o centro do universo —seus romances, suas compulsões, seus vícios, seu ódio pelas instituições e pelos adultos que tentam desesperadoramente imitar—, à narrativa cativante.
Miles Halter acaba de se matricular em um colégio interno. Não conhece ninguém, não sabe o que esperar, além do calor opressor do Alabama. Eles estava cansado de sua vida segura e previsível com os pais na Flórida e decide sair em busca do que o Poeta François Rabelais chamou em suas últimas palavras de o "Grande Talvez"
Miles é obcecado por últimas palavas. Seu passatempo preferido é ler biografias e registrar as últimas palavras de pessoas célebres.
Na nova escola, logo no primeiro dia, ele conhece Chip Martin e Alasca Young, respectivamente, seu primeiro amigo de verdade e seu primeiro amor. Alasca o impressiona de primeira: bonita, inteligente, bonita espirituosa, bonita, problemática e extremamente sensual, ela o ganha com as primeiras frases.
Com uma reviravolta impressionante, o livro demostra todo o poder narrativo de Green logo em sua primeira publicação.

sábado, 11 de julho de 2015

A Guerra dos Mundos - H. G. Wells


Imagine que de repente caia do céu, nos arredores de sua cidade, um cilindro desconhecido. Todos se dirigem ao local de impacto e veem sair de lá formas de vida desconhecidas, alienígenas. Uma delegação de autoridades locais se dirige rumo à cratera para dar as boas vindas aos seres extraterrestres, e, embora portem uma bandeira branca, são fulminados com um raio de calor que incendeia casas inteiras, evapora rios e lagos, liquefaz grandes estruturas metálicas e carboniza corpos humanos.
Imagine o pânico que se generaliza quando a cidade começa a ser destruída, quando o exército e as forças de segurança que tentam por fim à destruição falham e são dizimados juntamente com a população local.
Imagine o diâmetro do caos se alargando à medida que você tenta escapar da morte certa. A desinformação e a perplexidade nas cidades vizinhas, com as disparatadas notícias que chegam. O medo que toma conta daqueles que tentam salvas seus entes queridos.
Agora imagine tudo isso acontecendo no final do século XIX, antes da internet, da televisão, das bombas atômicas, da globalização da informação. É mais ou menos esse o cenário das primeiras páginas desse livro que tanto inspirou a ficção científica.
Eu, por exemplo, não consigo deixar de associar as temíveis máquinas trípodes que disparam o raio de calor com aquele primeiro episódio do desenho animado Liga da Justiça, em que Superman, Batman, Lanterna Verde e seus amigos enfrentam uma terrível invasão alienígena. Esse episódio foi baseado no livro de H. G. Wells.

Em comparação com outros livros do autor, esse é mais fraco no quesito narrativa, mas mesmo assim, é  um livro que vale a pena ler.

sábado, 4 de julho de 2015

Elizabeth I: o anoitecer de um reinado – Margaret George

Agradam-me bastante os romances históricos, as biografias e o que se conta sobre antigos monarcas. Esse livro reúne um pouco de tudo isso.
O contexto é o final do reinado da rainha Elizabeth I, a última monarca da dinastia Tudor, filha de Henry VIII (o Henrique VIII da peça de Shakespeare) o rei que “criou” a Igreja Anglicana (igreja dos anglos, igreja da Inglaterra).
Em 1588 Elizabeth está no fim de seu reinado. No trona há 30 anos, ela tem 53 anos, nuca se casou e não tem filhos para herdar o trono. Ela mesma para chegar ao trono teve que enfrentar uma grande dificuldade, pois seu pai havia rompido com a Igreja Católica para poder se separar de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, e se casar com Anne Boleyn (Ana Bolena), mãe de Elizabeth.
Assim, ao se tornar rainha, além do trono, ela herda um contenda com Roma e os demais países católicos na Europa. Além de duas guerras históricas e centenárias, uma com a França e outra com a Escócia. Apesar de todos esses fatores pesando contra ela, seu reinado ficou conhecido como a primeira Idade do Ouro da história da Inglaterra.
A narrativa de Elizabeth tem início às vésperas do ataque da Invencível Armada espanhola no litoral britânico, e se estende por 15 anos, até sua morte em 1603. Logo nos primeiros eventos do livro podemos perceber os indícios de como a rainha influenciou toda a história britânica.
Paralelamente ao ponto de vista da monarca, temos também a narrativa de sua odiada prima, Letice Knollys, condessa de Leicester, que fora banida da corte elisabetana por ter roubado o único amor de sua prima, o conde Robert Dudley.
Outros célebres personagens que marcam presença entre as mais de 800 páginas deste inesquecível romance são, o dramaturgo William Shakespeare, o explorador Walter Releigh e Francis Bacon e John Dee.

A autora parece ser uma especialista em biografias romanceadas de grandes mulheres da história, pois consta entre suas obras também as Memórias de Cleópatra, Maria Madalena e Helena de Tróia.

sábado, 27 de junho de 2015

A Rosa e o Espinho - Theodora Goss

Deparei-me pela primeira vez com esse livro em uma livraria, admirei bastante, e fiquei curioso com o formato inusitado, mas só o comprei meses depois, pela internet (só porque sai muito mais barato!).
O formato inusitado a que me referi é o de sanfona, como na imagem acima. Se esticarmos o livro todo, tornando uma tira retangular e comprida de papel veremos que de cada lado há uma versão da história contada. A versão de Brendan e a versão de Evelyn.
Na leitura, pode-se escolher por qual versão começar, e essa escolha influi na interpretação que faremos da história. Eu, particularmente, comecei pela história de Evelyn.
De um modo ou de outro, em um certo momento, ela entra na livraria da pequena cidade de Clews e encontra o amor de sua vida. Quando ele entrega a ela um romance medieval, estilo que ambos têm como preferido, inicia uma nova vida.
Nos eventos seguintes, aventuras inesperadas se misturam à narrativa de amor, e através da vida dos personagens, os acompanhamos rumo o destido preestabelecido.

Embora seja curto, a leitura é intensa, e tem tudo para ser o estandarte de uma nova tendência literária.

sábado, 20 de junho de 2015

Lady Almina e a Verdadeira Downton Abbey – Condessa de Carnarvon

Sempre que converso com amigos sobre as séries que assistimos, insisto em dizer que todos devem assistir Downton Abbey, a melhor de todas as séries. Os fãs da série já admiraram muito o belíssimo castelo em que são filmados os episódios. Lendo sobre essa série que gosto tanto, encontrei um livro que fala sobre o castelo e uma de suas antigas moradoras.
O livro foi escrito pela atual condessa de Carnarvon, lady Fiona Herbert, casada com o oitavo conde de Carnarvon, e fala sobre a bisavó de seu marido, lady Almina, a quinta condessa e sobre o castelo de Highclere, propriedade da família que é usada como cenário para a série inglesa.
Almina era filha ilegítima do rico banqueiro Alfred de Rothschild, e chegou à Highclere em um momento providencial. Ela vinha com a imensa fortuna de sua família, justo em tempo de salvar as propriedades dos Cararvon, que estavam falidos.
Durante os 28 anos em que habitou Highclere, Almina e seu dinheiro revitalizaram a nobre família, ajudando-os a se restituir, a atravessar o período de guerra e a financiar as explorações arqueológicas que tornariam lord Carnarvon famoso (entre outras coisas por ter descoberto a tumba de Tutancâmon e morrido do que ficou conhecido como maldição da múmia).
Acima de tudo, Almina era graciosa e destemida, encarando a nova vida com maestria.

A condessa já escreveu um segundo livro, sobre a esposa do sexto conde, lady Catherine, mas que ainda não foi publicado no Brasil. Quando eu terminava de ler a história de lady Almina, escrevi para a condessa, e ela teve a gentileza de me responder, dizendo que também já estava para começar a escrever um terceiro livro. Só posso então esperar para ter esses livros em mãos!

sábado, 13 de junho de 2015

Os Olhos do Dragão - Stephen King

Quem diria que leríamos um conto de fadas escrito por Stephen King? E dos bons? Na verdade uma das melhores história que ele criou.
Ao melhor estilo Tolkien, ele inventou a história para ler para seus filhos. Também aproveitou e fez uma relação forte com a série Torre Negra. Na verdade foi o primeiro livro que me levou a perceber que há referências à Torre em outros livro de King (como Buick 8, Saco de Ossos, A Hora do Vampiro e o conto O Nevoeiro — mais sobre essas relações no blog Cultura e Bobagem e em outros sites).
A história se passa no distante reino de Delain (em outro mundo, nos Território?) há muito tempo. O bom rei Roland estava velho e enfraquecido pela nociva influência do feiticeiro da corte, Flagg. Durante anos Flagg conseguira sussurrar suas maldades nos ouvidos do rei. Mais que isso, há indícios de que ele vinha a Delain, sempre causando ódio e revolta.
Apesar do controle que o feiticeiro exercia sobre Roland, ele não era uma figura apreciada por seu herdeiro, Peter. Para afastá-lo do trono e colocar em seu lugar o irmão mais novo e mais influenciável, Thomas, Flagg planeja o assassinato do rei de modo a jogar a culpa sobre Peter.
Quando ele consegue o que quer, isola o herdeiro na torre-prisão e passa a governar através de Thomas. Em escala maior ele pretende forçar uma revolta popular, para que haja guerra e matança; para isso, ele faz com o que o rei Thomas castigue seus súditos com pesados impostos e leis injustas.
Durante os anos em que Flagg executa seu plano de caos, Peter, na torre, elabora sua rota de fuga, para sair da prisão e enfrentar Flagg.

É desnecessário dizer que o livro é fantástico, que a narrativa é impecável, que a trama é única e que a satisfação é garantido.

sábado, 6 de junho de 2015

Biografia de Ken Follett

Ken Follett se consagrou como escritor de thrillers de espionagens como O Buraco da Agulha, A Chave de Rebeca e Na Toca do Leão; recentemente foi aclamado também por seus romances históricos que alcançaram o topo das listas de Best-Sellers, Queda de Gigantes, Inverno do Mundo e Eternidade por um Fio, que compõem a trilogia o Século e narram a história do século XX por meio dos três grandes conflitos que o marcaram. Apesar de só recentemente, com esses títulos ter passado a ser reconhecido como romancista histórico, sua obra prima, Os Pilares da Terra, um romance histórico medieval, foi publicado em 1989, continua atual e arrebata leitores mundo afora.
Follett é formado em filosofia pelo University College, de Londres, mas começou sua carreira como jornalista (daí sua escrita fluente e cativante). Ainda jovem começou suas práticas narrativas com pequenos contos, escritos nos finais de semana e encorajados por amigos e colegas de trabalho.
Em 1978 teve seu primeiro livro entre os mais vendidos na Inglaterra, o que alimentou sua criatividade para dar continuidade e não mais parar de escrever, tendo hoje mais de trinta livros publicados.
O autor é um exemplo dos escritores que enriqueceram com seu trabalho, figurando nas listas dos escritores mais bem pagos no mundo e alcançando status de celebridade em todo o mundo. Na foto acima, Follett posa ao lado de uma estátua sua, na cidade de Vitoira-Gasteiz, na Espanha, o que evidencia a abrangência de seu talento, que lhe valeu homenagens mesmo fora de seu país.
A melhor parte é que ele continua em atividade, brindando o público com um sucesso atrás do outro há quase quarenta anos.
Que venham outros quarenta!

sábado, 30 de maio de 2015

Os Heróis do Olimpo: Sangue do Olimpo - Rick Riordan

A sequencia de A Casa de Hades, começa logo onde sue antecessor para, e segue com a acelerada aventura dos semideuses. O livro fecha a série Os Heróis do Olimpo, iniciada em O Herói Perdido, e que se propõe a misturar mitologia grega com romana. Outra mitologia já abordada pelo autor foi a egípcia, na trilogia As Crônicas dos Kane. Também já foi divulgado que ele escreverá uma série sobre mitologia nórdica. (será que encontrarei relação com o que Bernard Cornwell usa em suas Crônicas Saxônicas)
O desafio agora é chegar a Atenas a tempo de impedir o despertar de Gaia. Entre as escolhas, os heróis devem se decidir por atravessar a Grécia de oeste a leste, ou rodeá-la pelo sul, percorrendo um caminho maior, mas evitando um alta concentração de monstros.
Paralelamente, Nico, Reyna e o treinador Hedge devem levar a Atena Partena até os Estados Unidos, cruzando meio mundo, e devolvê-la aos gregos na tentativa de reunificar os deuses para que eles possam lutar ao lado dos semideuses, pois essa é a única maneira de derrotar os gigantes.
Atravessando toda a trama há uma aflição extra, a profecia diz que um dos sete semideuses deverá morrer antes do fim da missão...

Continuo sendo grande fã do Riordan, mas continuo achando que a série inicial, Percy Jackson e os Olimpianos, é sua obra prima. Quem sabe os nórdicos não mudam minha opinião.

sábado, 23 de maio de 2015

A Máquina do Tempo - H. G. Wells

Depois de ler e me impressionar com A Ilha do dr. Moreau, comprei e logo li A Máquina do Tempo, ainda que temendo não encontrar a mesma qualidade literária.
Embora este romance seja anterior à Ilha, é do mesmo calibre. O leitor que começar por um ou pelo outro, com certeza, procurará ler mais do autor.
E mais, há que se levar em conta a beleza e a qualidade da edição e da tradução. A Alfaguara, que publica esse livro (bem como outros livros do mesmo autor — A Ilha do dr Moreau; O Homem Invisível; A Guerra dos Mundos — e de autores como Vladmir Nabokov, que escreveu Lolita, e Ian Fleming, criador do 007) é um selo da editora Objetiva, que foi comprada pelo grupo espanhol Santillana, que hoje pertence ao conglomerado multinacional Penguin Random House. Eu fiz questão de mencionar essa internacionalização da editora porque desde que ela foi comprada, ela vem crescendo no mercado brasileiro. Mais sobre a história da editora pode ser lido no próprio site.
Tudo isso, pra dizer o quão caprichada é a edição desse livro (bem como dos demais citados).
Na história, o personagem, conhecido apenas como Viajante no Tempo, desenvolve, com base na matemática e na engenharia, uma máquina capaz de se mover no tempo, a quarta dimensão (sendo as outras três referentes ao espaço). Como teste, ele viaja até o ano 802701, e encontra o mundo transformado. Quase não há sinais de humanidade. Há, entretanto, os Elóis, pacíficos e dóceis humanoides que recebem o Viajante com uma curiosidade passageira.
Com o passar dos dias, o Viajante nota uma segunda raça de humanoides, os Morlocks, ferozes predadores que se alimentam dos Elóis.
Ao mesmo tempo em que é ficção científica, é também uma alegórica paródia da sociedade pós-industrial.

sábado, 16 de maio de 2015

Leviatã: a missão secreta - Scott Westerfeld

De volta a Scott Westerfeld e sua ficção científica contemporânea, Leviatã também tem o potencial interdisciplina a que eu me referia mês passado, pois envolve história, literatura e ciência. Diferentemente da distopia Feios, a série iniciada em Leviatã se enquadra no estilo steampunk, em que a história se passa num passado que já contava com as tecnologias de hoje.
Nesse caso específico, Westerfeld utilizou o contexto da Primeira Guerra Mundial, em que a Europa se dividiu ente os aliados da Alemanha (Tríplice Aliança) e os aliados da Inglaterra (Tríplice Entente). O autor mantém alguns fatos histórico inalterados e muda a interpretação de outros, mas a principal alteração está nas tecnologias disponíveis e utilizadas no conflito. 
Nesta versão, a Tríplice Aliança são os Mekanistas, que desenvolvem máquinas bélicas surreais para contrapor a Tríplice Entente, ou os Darwinistas, que se utilizam de engenharia genética para misturar espécies e gerar monstros híbridos como armamentos.
Em bora acompanhemos a missão relatado no livro pelo lado Darwinista, seguimos a experiência de Aleksander Ferdinand (Alek), príncipe do império Autro-Húngaro, que foge de seu país após ter os pais assassinados. Alek encontra com Deryn Sharp, uma garota que se finge de garoto para ingressar na Força Aéria Britânica.
A trama se passa com os jovens a bordo do Leviatã, uma espécie de nave secreta dos Darwnistas, contituída da mistura de diversos seres marinhos, sendo o principal, uma imensa baleia.
O livro é ricamente ilustrado, colaborando na compreensão das criações tecnológicas inventadas por Westerfeld.

sábado, 9 de maio de 2015

It: a coisa - Stephen King

King é famoso por escrever livros de terror prodigiosamente longos. E, embora eu tenha em minha biblioteca alguns livros dele bem curtinhos e sempre ressalte que ele está mais para escritor de fantasia do que de terror, este cabe perfeitamente no estereótipo. Esta edição tem mais de 1100 páginas e a história é basicamente sobre o medo.
Digo essa edição porque o livro tem uma história curiosa no Brasil: alguns dos primeiros livros do King foram traduzidos nas décadas de 1980 e 1990, mas de lá para cá não foram reeditados (nem reimpressos!), como A Coisa, Angústia (do falarei em um futuro próximo), A Metade Negra, Cujo, A Hora do Lobisomem e outros. Esses livro entraram, então, para a categoria de livros raros, e são encontrado com preços muito flutuantes (de R$90,00 até R$500,00 — por livro de segunda, ou terceira, ou quarta... mão). Recentemente, o selo editorial Suma de Letras, da Editora Objetiva, vem retraduzindo, revisando e republicando livros do autor. No ano passado, ela surpreendeu aos leitores (pelo menos esse leitor foi prego de surpresa) com nova versões de Angústia e A Coisa. Numa prova de cuidado no que tange a tradução, os títulos desses romances foram revisto também, ficando, respectivamente, Misery: louca obsessão e It: a coisa.

Curiosidades do mercado editorial à parte, vamos à história do livro:
Podemos dizer que o livro conta a história do medo. Ou a da vida de sete amigos que se conhecem na infância, se afastam na adolescência e se reencontram na vida adulta, unidos pela mesma aberração. Ou até que é a história de um monstro conhecido como "a Coisa", que se apresenta como o palhaço Pennywise, um metamorfo que pode assumir a forma que mais assuste suas vítimas, aparecendo para cada um como um monstro diferente. Mas eu prefiro dizer que é a história de Derry, uma pequena cidade no Maine que recebe, mais ou menos a cada 27 anos, uma visita indesejada (King também fala sobre Derry em Novembro de 63 e Insônia).
A história de Derry é marcada por tragédias periódicas. Desde sua fundação, a cidade acumula pequenos desastres e ainda conta com a maior taxa de desaparecimento de crianças de toda a região da Nova Inglaterra. Esses desaparecimentos se tornam mais intensos uma vez a cada três décadas.
No verão de 1958, Bill, Richie, Sta, Mike, Eddie, Ben e Beverley se unem para enfrentar o pior de todos os pesadelos. O irmão de Bill, Geoge de seis anos, fora misteriosamente assassinado; nos meses que seguiram, outras crianças da cidade também foram encontradas mortas ou consideradas desaparecidas. Cada um deles consegue escapar de um encontro individual com a Coisa.
Juntos, eles conseguem banir a monstruosidade, pelo menos, pelo tempo necessário para terminarem a infância e atravessarem a adolescência. O curso de suas vidas os separa poucos anos depois de conhecerem a Coisa, mas em 1985 os desaparecimentos recomeçam e eles são chamados de volta a Derry para reencontrar seus mais profundos medos.